BETTY LAGO: DE SAIA JUSTA a CINQUENTINHA

Betty Lago foi chamada às pressas pela Globo para substituir Marília Pêra em Cinquentinha, minissérie de Aguinaldo Silva que estreia em novembro na Globo. Marília desistiu na quinta, 24, da trama por considerar sua personagem “pequena” em relação as das outras protagonistas da produção: Suzana Vieira e Marília Gabriela.

              

 Marília Pêra viveria a ex-hippie Rejane, mulher de Daniel (José Wilker) e uma das viúvas a brigar pela herança dele. Nos bastidores da Globo, a notícia é que ela teria se desentendido com Suzana Vieira durante uma das gravações. Betty Lago começa a gravar Cinquentinha na próxima semana.

A Rede Globo divulgou um comunicado à imprensa. Leia a íntegra da nota: 

"Marília Pêra comunicou à direção da Rede Globo que, por razões pessoais, gostaria de se desligar da minissérie Cinquentinha. A emissora esclarece que o autor Aguinaldo Silva teve a preocupação de apresentar um texto em que as três protagonistas têm o mesmo número de falas, e que a equipe que está sob o comando de Wolf Maya recebeu a atriz com o carinho e o cuidado sempre dedicados aos grandes profissionais. A produção da minissérie, com estreia prevista para dezembro, segue já adaptada à mudança. Betty Lago assume o papel de Rejane e a produção está roteirizando as 17 cenas que deverão ser refeitas com esta alteração. Às duas atrizes, a Rede Globo deseja boa sorte".

 
 

DEBORAH SECCO QUAL SURFISTINHA

                      

Deborah Secco em cena do filme
Deborah Secco em cena do filme Meu Tio Matou um Cara, de Jorge Furtado

O filme sobre Bruna Surfistinha será lançado em 16 de julho do ano que vem. A produtora Imagem Filmes confirmou a data de estreia, divulgada pelo informativo da Filme B, empresa especializada no mercado cinematográfico.

Inspirado no livro O Doce Veneno do Escorpião, da ex-prostituta Raquel Pacheco, o filme tem como protagonista a atriz Deborah Secco. No elenco estão ainda Drica Moraes, Cássio Gabus Mendes, Danielle Winits, Clarissa Abujamra e Fabiula Nascimento.

A direção é de Marcus Baldini.

Segundo a produtora, o filme será lançado com cerca de 250 cópias, considerado grande para o mercado brasileiro. Para comparação, Os Normais 2 estreou com cerca de 360 cópias, o maior lançamento de um filme nacional desde a retomada.

                       

Bela e boa atriz, DEBORAH SECCO estréia novo filme em julho de 2010... Viva Deborah !

 
 

CCBN APRESENTA JARDS MACALÉ, DE GRAÇA, EM FORTALEZA

O cantor e compositor carioca Jards Macalé será o principal destaque no encerramento da III Mostra BNB da Canção Brasileira Independente, que acontece no cineteatro do Centro Cultural Banco do Nordeste-Fortaleza (rua Floriano Peixoto, 941 – 2º andar – Centro – fone: (85) 3464.3108) até à próxima quarta-feira, 30.

                        

Na terça, 29, às 19 horas, Macalé será a figura central do programa Papo XXI, apresentando e debatendo o tema Uma Canção, com o sociólogo, professor e pesquisador musical Dilmar Miranda e a platéia presente ao cineteatro do CCBNB-Fortaleza, que poderá formular perguntas ao artista por escrito. E na quarta-feira, 30, também às 19 horas, Jards Macalé fará o show de encerramento da III Mostra BNB da Canção Brasileira Independente.

Sobre o tema Uma Canção, que abordará no programa Papo XXI, Macalé adianta o mote e discorre poeticamente: “A canção já nasce livre. Ela vem dos sons produzidos tanto pelo ser humano como dos sons que o rodeiam. A canção é produto da natureza dos que a produzem e as reproduzem no universo. A canção é um mistério. Vem do nada e, em sua soma, forma um cancioneiro que revela uma cultura. Um país é capaz de traduzir-se através de suas canções. Uma canção é capaz de determinar, geograficamente, uma cidade, uma determinada região, um povo, uma nação. Canções alegres ou tristes, de paz ou de guerra, de dançar e de ninar. Canções nascem livres para que todos tenham a liberdade de cantá-las”.

Compositor, intérprete, violonista, produtor, diretor musical, orquestrador e ator, Jards Macalé está no cenário musical há 35 anos, atuando nas várias formas de arte – seja no cinema, compondo trilhas sonoras, ou no teatro, poesia, artes plásticas, televisão e na música, com shows e gravações, do erudito ao popular.

Macalé produziu grandes artistas, dirigindo ou tocando, entre os quais Maria Bethânia, Gal Costa, Naná Vasconcelos, Wagner Tiso, Gilberto Gil, Caetano Veloso, Egberto Gismonti, Hermeto Paschoal, Paulinho da Viola e Luís Melodia.

O artista coleciona muitas composições e uma vasta discografia, que vai de 1970 a 2007, ao lado de parceiros como Itamar Assunção, Zeca Baleiro, Ana de Hollanda, Capinan, Torquato Neto, Duda Machado, Xico Chaves, Waly Salomão, Vinícius de Moraes, Abel Silva e a banda Vulgue Tolstoi.

Além disso, participou da nova edição do Projeto Pixinguinha, do Projeto Brasil na França, em Paris, e da XV Bienal de Música Contemporânea, na Sala Cecília Meireles (Rio de Janeiro). Jards Macalé foi homenageado por sua obra e grande contribuição nos vários segmentos artísticos, e também por sua atuação política em movimentos importantes e históricos no Brasil.

* Com texto de Luciano Sá

 
 

OSGÊMEOS APRESENTAM VERTIGEM EM SAMPA

                                       Vertigem                                       

A dupla de artistas plásticos OSGEMEOS apresenta nova mostra no Museu de Arte Brasileira, na FAAP

Caixa de texto:  A mostra “Vertigem”, dos irmãos Gustavo e Otávio Pandolfo, OSGEMEOS, aterrissa pela primeira vez em São Paulo, no MAB, Museu de Arte Brasileira da FAAP, e promove o melhor diálogo do graffiti com as artes plásticas em instalações, pinturas, esculturas e objetos sonoros. A exposição tem patrocínio exclusivo do Deutsche Bank.

 

Trata-se de uma nova “Vertigem”, diferente da mostra vista anteriormente em Curitiba e no Rio, pois inclui não só trabalhos apresentados nas duas cidades, mas uma série de novas obras concebidas por OSGEMEOS especialmente para o espaço do MAB.

 Impossível precisar a quantidade e as características das obras da mostra, dado fundamental do caráter dos artistas, sempre voltados para a surpresa, o inesperado, e donos de impressionante capacidade de criar, surpreender, inventar. O que pode ser dito é que o visitante da exposição estará cercado por todos os lados pelo trabalho d’OSGEMEOS.

 

São obras que traduzem o sensível olhar da dupla sobre o cotidiano brasileiro, da periferia urbana ao folclore nordestino, em cenários surrealistas que remontam uma atmosfera de sonho por meio de cores alegres e personagens melancólicos.

 Desenhados por um lirismo ingênuo, figuras de pele amarelada, com narizes largos e olhos espaçados, surgem em painéis de madeira vestindo roupas coloridas em paisagens igualmente estampadas. São imagens poéticas que descrevem a realidade dos dois artistas. Elas explicam o singular processo de trabalho d’OSGEMEOS, irmãos e cúmplices na estética e no ofício.

“A beleza das cores, saturação de tons e formas é o que torna fascinante o trabalho da dupla. Esses elementos nos apontam uma alteração dos padrões estéticos da arte contemporânea atual. As personagens e suas fantasias e roupas, que sugerem uma inocente vaidade, misturam-se a retratos de famílias humildes, ninfas, corpos humanos com cabeças de peixes... Definindo seu processo criativo, OSGEMEOS afirmam transformar aquilo que aparece em seus sonhos”, explica Renato Silva no texto do catálogo da exposição.

 "O Deutsche Bank entende que a criatividade é a fonte da inovação, do crescimento e agrega valor tanto para as artes como para os negócios. O Banco no Brasil e internacionalmente tem uma forte relação com a arte Contemporânea, incentiva o desenvolvimento de jovens artistas, além de fazer com que mais pessoas possam ter acesso à arte. E o trabalho de OSGEMEOS traduz a crença do Deutsche Bank", comenta Bernardo Parnes, Diretor-Presidente do Deutsche Bank Brasil.

OSGEMEOS – biografia

 Paulistanos de 1974, os gêmeos idênticos Gustavo e Otávio começaram sua trajetória na street art em meados dos anos 1980, retratando as culturas regionais do Brasil nos muros de São Paulo. O trabalho da dupla está ligado a sua vivência na cidade, o grande melting pot cultural brasileiro. Centrada na construção de um imaginário próprio e peculiar, sua obra mescla elementos do folclore nacional com outros ligados ao desenvolvimento da arte nascida nas ruas. As telas seguem a tradição do retrato, com personagens centrais em padrões multicoloridos e envoltos numa aura surreal. As instalações oníricas incorporam carros, barcos e bonecos cinéticos gigantes à pintura de parede em grande escala.

Em 1993, OSGEMEOS começaram a participar de mostras coletivas. Seis anos depois, suas criações entraram para o cenário internacional da arte urbana contemporânea, e também do circuito comercial, no Reino Unido, França, Alemanha, Portugal, Espanha, Itália, Grécia, Holanda, Cuba, Japão, China, Austrália e nos Estados Unidos, onde são representados pela Deitch Projects, a mesma galeria de Keith Haring e Jean-Michel Basquiat.

Em 2007, OSGEMEOS foram convidados para pintar o castelo histórico de Kelburn, em Ayrshire, um dos mais importantes da Escócia. Em 2008, a dupla pintou a famosa fachada, às margens do Tamisa, do prédio da Tate Modern de Londres, templo da arte contemporânea internacional. Em junho deste ano eles coloriram em Nova York o grande muro pintado por Keith Haring, em 1982, que imortalizou o cruzamento da Bowery com a Houston. O trabalho, uma homenagem ao 50º aniversário do artista, rendeu à dupla excelente crítica de Roberta Smith no NY Times: “Um mural fantástico e épico; um sonho de felicidade traçado à melancolia. Realismo mágico”.

OBRAS D'OS GÊMEOS: INOVADORAS, CRIATIVAS, INSÓLITAS... OPORTUNIDADE PARA VÊ-LAS EM SAMPA DEVE SER APROVEITADA.

 
 

CORUMBIARA NO FESTCINE AMAZÔNIA

 

 

Corumbiara será exibido no Fest Cineamazônia  

O documentário de Vincent Carelli ganhou o prêmio principal do Festival de Gramado 2009  

 O diretor e documentarista Vincent Carelli está confirmado como convidado do Fest Cineamazônia com o longa metragem Corumbiara. O documentário registra a ação de um grupo de sertanistas da Fundação Nacional do Índio (FUNAI) na tentativa de proteger os remanescentes de uma etnia, massacrada por fazendeiros, no Sul de Rondônia. O Fest Cineamazônia está previsto para acontecer, no período de 7 a 12 de dezembro deste ano, em Porto Velho (RO). 

O conflito narrado no filme Corumbiara durou anos, e, basicamente dizimou uma raça brasileira, os índios Kanoês. Fazendeiros contrataram pistoleiros para matar os nativos e ocupar as terras de forma irregular. O documentário foi gravado em 1995, período em que Carelli, juntamente com funcionários da FUNAI, passaram dias na mata à procura dos índios isolados. A expedição conseguiu localizar apenas um casal dessa etnia. 

O filme de 117 minutos tem classificação livre e foi finalizado em 2009. Será exibido no Fest Cineamazônia como convidado. No Festival de Gramado ganhou o prêmio principal Melhor Filme, além de ser premiado também nas categorias Melhor Diretor, Melhor Filme do Júri Popular, e Melhor Montagem. 

Para o curador do Fest Cineamazônia, Jurandir Costa, a presença desse filme enriquece o festival e provoca nova discussão sobre os conflitos por terra no Brasil, principalmente na região Amazônica.  

O Fest Cineamazônia tem apoio cultural do Ministerio da Cultura, através da Secretaria do Audiovisual, Semed, Secel, Bancada Federal de Rondônia, Senadora Fatima Cleide, Senador Valdir Raupp, Deputado Federal Eduardo Valverde e Deputada Federal Marinha Raupp.

 
 

CURTA CARAJÁS: INSCRIÇÕES ATÉ 23 DE OUTUBRO

Curta Carajás - Festival de Cinema de Parauapebas

O Curta Carajás é um festival de cinema brasileiro que terá sua primeira edição de 10 a 14 de novembro, a ser realizada em Parauapebas, estado do Pará, sendo organizado pela Prefeitura Municipal de Parauapebas, através da Secretaria Municipal de Cultura, cuja proposta é fomentar, difundir e dar acesso à produção de curtas-metragens através da exibição pública na mostra competitiva reunindo filmes produzidos por cineastas de todo o Brasil.

Além da mostra competitiva, o festival terá as Mostras Paralelas: Mostra Labirinto (Org. Labirinto Cinema Clube), Mostra ABDeC (Org. ABDeC – Pará); Palestras com representantes da Associação Brasileira de Documentaristas e Curtas-metragistas (ABDeC – Pará) e Oficinas com diretores, roteiristas, produtores e profissionais do audiovisual.

Inscrições até 23 de outubro. O Melhor Curta receberá prêmio de R$ 5.000,00...

Saiba mais: http://www.curtacarajas.com

 
 

ANDRÉ COSTA: TUDO QUE DEUS CRIOU...

Com o curta Amanda & Monick, realizado com apenas R$ 400,00, o jovem cineasta paraibano André Costa, de Campina Grande, conquistou 6 prêmios nacionais e garantiu lugar entre os mais promissores cineastas do país.

                              

André Costa: Ideaizador do ComuniCurtas, André mudou a face do cinema paraibano com o festival e com seu premiado curta Amanda & Monick...

   Agora, André trabalha na montagem e finalização de seu primeiro longa - Tudo que Deus criou..., roteiro e direção dele.

      Na verdade, André começou a planejar a produção a partir de uma proposta da Universidade Estadual da Paraíba (UEPB), que dispunha de uma pequena verba para investimento em cultura. André aceitou a proposta e partiu para o desafio de fazer o projeto de seu primeiro longa com recursos que garantiriam apenas um curta. Disposto, ousado e aguerrido, André Costa reuniu os amigos e caiu em campo: conseguiu juntar um elenco de peso, chamou os amigos (que são muitos)  e seguiu em frente.

   O resultado do esforço está sendo finalizado em laboratório no Rio de Janeiro e deve chegar às telas em 2010.

 O elenco de Tudo que Deus criou... conta com Letícia Spiller, Paulo Vespúcio, Guta Stresser, Maria Gladys e Claudio Jaborandy, tendo como protagonista Paulo Philippe (ex-aluno do curso de Preparação de Atores ministrado por André na UEPB).

     Tudo que Deus Criou... tem fotografia de João Carlos Beltrão, produção-executiva de Carol Torquato, platô de Sabrina e Carol, Still de Iramaya Rocha, trilha sonora de Val Donato (cantora e compositora campinense, supimpa !) figurino de Yomana Rocha, continuidade de Tatiana Santinni e direção de arte de Carlos Mosca (videasta e artista plástico de Campina Grande).
 

 
 

INSCRIÇÕES PARA OBSERVATÓRIO CULTURAL

 
 

ALHO NEGRO: MAIS UMA PÉROLA

A intrigante flor negra aí embaixo é o que não parece: puro alho. Apesar da coloração, nada foi adicionado a esse membro da família Allium sativum. Mas ele passou por um processo de fermentação e envelhecimento que o deixou completamente diferente. A textura ficou cremosa e o sabor, ligeiramente adocicado, lembra um vinagre balsâmico de qualidade, sem nenhuma semelhança com o ardido do alho in natura. Mais uma mordida e o gosto remete ao melaço, ao tamarindo. E lá no fundo aparece um toque de defumado. Tudo muito sutil. A essência, levemente picante, também surge, mas vem com o umami (o quinto sabor) e uma gama de sensações.

 

Com tudo isso – além das incontáveis possibilidades que oferece na cozinha, do doce ao salgado –, o alho negro tem atraído a atenção de chefs nos Estados Unidos e na Europa. Resultado: é o ingrediente do momento.

Jeremy Fox, do restaurante californiano Ubuntu, usa purê de alho negro para sofisticar a salada de batata. Eric Ripert, do Le Bernadin, em Nova York, serve com tamboril e cuscuz. Outro entusiasta, Matthias Merges, chef executivo do restaurante Charlie Trotter, em Chicago, proclama: o alho negro é um dos achados culinários do ano.

Com informações de Cíntia Bertolino

 
 

LUNÁTICO PROMOVE ARTE COM HORTELÃ

UNESCO DISCUTE INDÚSTRIA CULTURAL

 Da Agência ANSA

 

A primeira edição do Fórum Mundial sobre a Indústria Cultural, promovido pela Unesco e que reúne 200 intelectuais de mais de 40 países em Roma, foi aberta ontem em Monza, na província de Milão.

O objetivo do evento é promover o encontro entre o setor privado, os que decidem e os criadores, para falar do papel da cultura no desenvolvimento, que se torna essencial em momentos de crise.

- Para a Unesco esta é uma questão decisiva - explicou o diretor-geral da organização, Koichiro Matsuura.

As autoridades italianas endossaram a importância das discussões. - Este evento não pode ser episódico, mas o início de um percurso duradouro - explicou o ministro dos Bens e Atividades Culturais italiano, Sandro Bondi.

Na abertura do fórum, na Vila Real (complexo neoclássico que já foi usado como residência de verão pelas famílias reais da Áustria e da Itália), os anfitriões manifestaram a vontade de fazer de Monza sede permanente do encontro.

De acordo com o presidente da região da Lombardia, Roberto Formigoni, a cidade é ideal porque ali "convivem a alta tecnologia do autódromo, um dos primeiros circuitos de Fórmula 1 da História, e o patrimônio cultural da Vila Real".

 
 

FILME DE NACHTERGAELE IMPRESSIONA

Caixa de texto:  A Festa da Menina Morta

Um dos melhores filmes nacionais da década !

Caixa de texto:   Divulgação O ator Matheus Nachtergaele estréia na direção de longas-metragens com um trabalho bem pessoal, bem anti-comercial, e também bem original. A ação se centra em uma comunidade ribeirinha da região do Alto Amazonas, às vésperas da aguardada “Festa da Menina Morta”. É a comemoração de um milagre realizado por um rapaz chamado de Santinho (Daniel de Oliveira): após o suicídio de sua mãe, recebeu da boca de um cachorro os trapos ensangüentados do vestido de uma menina que havia desaparecido. Desde então, a população vai à casa dele em busca de bênçãos e para ouvir as revelações de Santinho. O resultado acabou sendo um filme sombrio, perturbador, mas também difícil de esquecer.

Além de ser sua primeira incursão como diretor, o roteiro também foi co-escrito por Nachtergaele. Mas a atmosfera do filme só consegue ser convincente graças ao trabalho espetacular de Daniel de Oliveira, até então lembrado pela sua entrega ao papel principal de Cazuza - O Tempo Não Pára. Daniel como Santinho é uma dessas atuações que marcam tanto o ator como o espectador que o assiste. Interessante que, apesar de contar com nomes conhecidos como Jackson Antunes, Cássia Kiss, Paulo José e Dira Paes no elenco, são os atores inexperientes que roubam a cena. Grande parte recrutada nas próprias locações, no Alto Rio Negro, alguns mostram talento promissor, como Laureane Gomes, a Lúcia.

A Festa da Menina Morta tem um tom cínico que deve causar repulsa no espectador, principalmente por conta de várias das ações de Santinho, elevado à categoria de divindade por acaso. É um filme forte, desagradável, mas que compreende uma experiência essencial para quem gosta de cinema.

A narrativa proporciona várias linhas de interpretação, e dependendo da conclusão à qual o espectador chegar, cria-se a necessidade de assistir ao filme uma segunda vez, com outro olhar. Seu maior feito, porém, é corajosamente utilizar como locação uma região difícil de se chegar e, portanto, raramente retratada no cinema. Isso, aliado ao excelente elenco, resulta numa imersão total.

A Festa da Menina Morta é, sem dúvida, um dos melhores filmes nacionais da década.

O filme foi exibido em sessão especial na última noite da 7ª edição do Curta Santos, no Cine Roxy, após rápida seqüência de perguntas e respostas com o diretor.

Nachtergaele, entre os comentários sobre a produção, afirmou que sair da frente das câmeras para trabalhar atrás delas lhe ofereceu uma troca de perspectiva muito saudável.

Depois de ser ovacionado por toda a platéia em pé, foi homenageado pela organização do festival ao lado do ator santista Sérgio Mamberti - presidente da Funarte - e saudou o público.

A Festa da Menina Morta (Brasil - 2008 - 110’) Direção: Matheus Nachtergaele Roteiro: Matheus Nachtergaele e Hilton Lacerda

Com: Daniel de Oliveira, Dira Paes, Cássia Kiss, Paulo José, Jackson Antunes e Juliano Cazarré

Distribuição: Imovision

 
 

EM MEMÓRIA DO QUERIDO DEDÉ...

É neste sábado, 26 de setembro, às 10h, na igreja das Irmãs Missionárias, na Aldeota, a missa de Sétimo Dia pela passagem de Francisco de Farias Melo,  o querido Dedé de todos nós; da Niete, do Felipe, do Fá; da Messejana, da Cidade 2000, da antiga Cialtra, do histórico PCB...

      

Felipe, o inesquecível Dedé, Niete, Julinha e Manoel: tempos felizes, recuerdo de Messejana...

A Missa em honra da memória de Dedé começa às 10h na igreja das Missionárias, na avenida Rui Barbosa, 1246...

 
 

FESTIVAL DO RIO COMEÇA e AGITA

O Festival de Cinema do Rio começou ontem à noite no Cine Odeon, na cinelândia carioca, com a exibição do filme Aconteceu em Woodstock, de Ang Lee. Dezenas de famosos prestigiaram... A atriz francesa Jeanne Moreau, grande homenageada da edição, recebeu flores das mãos do diretor Cacá Diegues, que a dirigiu em Joana Francesa... 

                         http://www.telefilm-central.org/virtualias/wp-content/uploads/rodrigosantoro.jpg

Rodrigo Santoro: ator estava na abertura da 11a edição do Festival do Rio

Christiane Torloni, Tony Ramos, Vanessa Giácomo, Daniel de Oliveira e Antonio Pitanga foram algumas das celebridades em evidência pelo tapete vermelho.

Com o retorno do aporte financeiro da Prefeitura do Rio, ausente nos últimos dois anos — R$ 2 milhões dos R$ 7,5 milhões do orçamento —, a maior mostra de cinema do País terá este ano exibições gratuitas de produções nacionais em praças e espaços públicos, como Rocinha, Mangueira e Acari; além das já tradicionais sessões a R$ 2 da mostra de filmes nacionais Première Brasil, abrigada este ano somente no Odeon, na Cinelândia.

Maior vitrine para a produção nacional, e mostra mais badalada, a Première Brasil reúne este ano filmes delicados e thrillers, tendo em comum grande carga polêmica. A começar por Fábio Assunção, protagonista de Bellini e o Demônio, de Marcelo Galvão. Em Sonhos Roubados, de Sandra Werneck, a discussão fica por conta da história de três meninas que se prostituem para satisfazer desejos de consumo. Ainda são destaques da disputa pelo Troféu Redentor, Cabeça a Prêmio, estréia na direção do ator Marco Ricca; Natimorto, de Paulo Machine, e Hotel Atlântico, de Suzana Amaral, com Mariana Ximenes.

A interação espectador-Festival também se estreita no QG da mostra, no Centro Cultural de Ação e Cidadania (Rua Barão de Teffé 75, Saúde). Lá, serão realizados os gratuitos Cine EncontrosTony Belloto e Fábio Assunção participam às 15h de terça-feira — e haverá salas de jogos eletrônicos, set de filmes, salas de cinemas e outras atrações abertas ao público.

 
 

PIORES DA DÉCADA NA TELONA

Produções como Glitter, que levou a cantora Mariah Carey à telona, e Destino insólito, com Madonna, passaram pelos cinemas sem dizer a que vieram. Antes que caiam para sempre no limbo do esquecimento, o site Rotten tomatoes, especializado em reunir críticas cinematográficas, decidiu prestar uma homenagem a essas "pérolas" listando as 100 piores da década.

Quem encabeça a lista é Dupla explosiva, filme de ação com Antonio Banderas e Lucy Liu lançado em 2002. O longa de Mariah ocupa o "modesto" 99º lugar. Já o de Madonna conseguiu ser pior avaliado e ficou com a 65ª colocação. O critério de escolha do site foram as votações dos visitantes.

Dupla explosiva é seguido pelo terror Uma chamada perdida e pelo Pinocchio do italiano Roberto Benigni. O terror e a comédia, aliás, são os gêneros mais presentes na relação.

Veja quais foram eleitos os 10 piores filmes da década:

 O filme 'Uma chamada perdida'. Foto reprodução

1. Dupla explosiva (2002)

2. Uma chamada perdida (2008)

3. "Pinocchio" (2002)

4. "King's Ransom" (2005)

5. "Os pilantras" (2004)

6. "Bebês geniais 2" (2004)

7. "Strange wilderness" (2008)

8. "3 strikes" (2000)

9. "Redline" (2007)

10. "Witle

 
 

MANUAL DE ROTEIRO EM NOVA EDIÇÃO



 
 

CURTA-SE VAI MOVIMENTAR SERGIPE

A 9a edição do Festival Iberoamericano de Cinema de Sergipe (Curta-SE 9), assim como nas outras edições, abre espaço para o movimento cineclubista. Dentro da programação deste ano ocorrerá a mesa redonda "Memórias Locais Cineclubistas", realizada dia 01 de outubro, às 10h, no Espaço Cultural Semear Petrobras, localizado à rua Vila Cristina, 148 – Centro. O acesso é livre. 

            Para integrar a mesa redonda, foram convidados Antônio Claudino de Jesus, vice-presidente da Federação Internacional de Cineclubes (FICC);   Ancelmo Góis, jornalista e colunista de O Globo e Ivan Valença, crítico de cinema. O evento será coordenado pela Jornalista Maria do Rosário Caetano.

             Se no ano passado o Curta-SE promoveu um encontro dos cineclubes do Nordeste, esse ano o Curta-SE 9 visa resgatar o histórico dos clubes de cinema na cidade de Aracaju, uma história despercebida para a maioria da população. “É importante falarmos sobre o passado dos cineclubes em Aracaju, eles fazem parte de uma história muito rica que ainda não foi devidamente explorada”, ressalta Ivan Valença.
            Durante a mesa redonda serão contadas histórias, experiências e problemas que ocorreram nos 56 anos de cineclubismo na capital sergipana, numa busca de traçar um paralelo com o panorama dos cineclubes ao redor do Brasil que voltaram a se reerguer em 2003 como um movimento, após quase 15 anos de desarticulação.

            Para a diretora -executiva do festival, Rosângela Rocha, o cineclubismo está intrinsecamente ligado ao Curta-SE, pois o evento possui a característica primordial de difusor do audiovisual. “Por mais que não tenhamos um cineclube nos moldes tradicionais, nós buscamos o ideal cineclubista de trazer acessibilidade para o audiovisual de qualidade, bem como em certas atividades procuramos nos aproximar do aspecto cineclubista como um todo”, justifica Rosângela.

Realizado entre os dias 29 de setembro e 3 de outubro nas cidades de Aracaju, Estância e Laranjeiras, o Curta-SE 9 conta com o patrocínio da Petrobras e com o apoio cultural do BNB, Cinemark, Banese e Governo de Sergipe. O festival tem também o apoio de Figuras em Trânsito, Cultura Viva, Alfama Web, Pipa Nativa, Sincrônica Trilhas, Estúdios Quanta, Prefeituras Municipais de Estância e de Laranjeiras, Sociedade Semear, Sebrae/SE, Aruanã Eco Praia Hotel, Cinerama Brasilis, Brasil Filmes, ComSenso Comunicação, ABD Nacional, ABD/SE, Emsetur, Fórum dos Festivais, FICC, Prefeitura Municipal de Aracaju, Fundação Augusto Franco, Torre do Mar, Infographics, Superlux, CNCB, Impacto Comunicação. A promoção é do Jornal da Cidade, Folha de São Paulo On-line, Canal Brasil, Zoom/TV Cultura, Revista do Cinema Brasileiro, TV Alese e Infonet.

 
 

EMBARQUE IMEDIATO ESTRÉIA NO RIO

EUROPA FILMES convida: sessão especial de EMBARQUE IMEDIATO, de Allan Fiterman, com a presença confirmada do diretor,  do produtores Juliana de Carvalho e  Marcelo Florião, de  Marília Pêra, José Wilker, Jonathan Haagensen, Clara Choveaux, entre outros.

Sábado, 26 de setembro, às 21h30

Espaço de Cinema sala 1 - Rua Voluntários da Pátria, 35  Botafogo

De quebra: o filme foi selecionado para a mostra competitiva do 33º Festival Internacional de Cinema do Cairo, a acontecer na cidade egípcia de 10 a a 20 de novembro.

               http://banco.agenciaoglobo.com.br/Imagens/Preview/200609/3409addd-08cf-4e01-8ca6-467fbae9d91d.jpg

Estrelado por Marília Pêra, Jonathan Haagensen, José Wilker, Clara Chaveaux e Sandra Pêra, EMBARQUE IMEDIATO será distribuido pela EUROPA FILMES, com estréia nos cinemas apontada para 4 ou 11 de dezembro.
 
Maneco Siqueira
Assessor de Imprensa

 
 

FESTIVAL DO RIO NA ZÉ PEREIRA...

Revista cultural carioca Zé Pereira
(www.revistazepereira.com.br) faz cobertura do Festival do Rio.
Este ano com Anna Azevedo, Allan Sieber,
Arnaldo Branco, Fernando Gerheim
(que vai fazer as críticas da Première Brasil),
Flu, Gustavo Acioli e Luiz Bello.
Quem informa é Eduardo Sousa Lima, o editor.

 

PALERMO PODE GANHAR RUA FREUD...

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Sigmund Freud, quase um portenho. A cidade de Buenos Aires, capital sul-americana da psicanálise, por seu elevado número de profissionais do setor (e de analisados) poderia ter uma rua que homenageie o pai dessa ciência.

Ontem, dia 23, completaram-se 70 anos de sua morte (ou sua passagem para o divã lá de cima) em Londres...

Sigmund ‘Sigi’ Schlomo Freud, ícone popular - pelo menos para amplos setores da classe média e a elite portenha - poderia ter seu nome afixado em um trecho da atual rua Medrano. Um grupo de moradores do bairro, psicanalistas e psicanalisados tentam há dois anos que a Assembleia Legislativa da Capital Federal mude o nome de apenas um quarteirão da rua Medrano para Sigmund Freud.

Esse trecho da ‘calle’ Medrano tem elevado simbolismo, já que em uma das esquinas está o tradicional bar “Sigi”, ponto de encontro dos analisados do bairro. Na outra esquina, uma loja de roupa que ostenta o nome de “Narciso”, figura mitológica e nome de um dos complexos freudianos.

Se os moradores do bairro vencerem a rua Sigmund Freud ficará na área do bairro de Palermo que é ironicamente denominada de Palermo Sensível. Mais especificamente, o trecho da rua que ostentaria o nome do pai da psicanálise está na frente da Praça Güemes, informalmente chamada “Praça Freud”. Os quarteirões vizinhos são denominados de Villa Freud.

Villa Freud, embora não integre a cartografia oficial, possui fronteiras definidas. Seu epicentro é a praça Güemes (ou Praça Freud). Mas a divisa do bairro é feita pelas ruas Mansilla, Soler, Bulnes e Julián Álvarez.

* As informações são do jornalista Ariel Palácios...

 
 

OUTUBRO DE MICHAEL JACKSON

Um novo single de Michael Jackson chamado This Is It será divulgado nas rádios em 12 de outubro, duas semanas antes de ser lançado num álbum duplo pela gravadora do falecido pop star. O selo Columbia/Epic afirmou que irá lançar o álbum This Is It internacionalmente em 26 de outubro e na América do Norte no dia seguinte, para coincidir com a estréia global do filme homônimo de Michael Jackson, em 28 de outubro.

Uma porta-voz da gravadora em Londres afirmou que diferentemente de alguns relatos, o single não será vendido separadamente, mas estará disponível para as rádios em 12 de outubro.

- Essa música só define, novamente, o que o mundo já sabe, que Michael Jackson é uma das maiores dádivas de Deus - afirmou John McClain, co-produtor do álbum.

Jackson morreu de overdose de medicamentos em junho enquanto preparava seu retorno aos palcos.

                            

O filme This Is It é baseado em cenas reais de ensaios para o concerto que marcaria o retorno do astro.

As vendas dos discos de Jackson dispararam depois de sua morte, e o lançamento do filme e do álbum irão agregar ainda mais valor à fortuna do astro, estimada em cerca de 400 milhões de dólares.

 
 

INSCRIÇÕES ABERTAS PARA MOSTRA TIRADENTES

13ª Mostra Tiradentes - Inscrição de Filmes

 
 

CAIO BLAT & MARIA RIBEIRO NO FESTIVAL DO RIO

Histórias de amor duram apenas 90 minutos...

Pela primeira vez juntos no cinema, Maria Ribeiro e Caio Blat - casados na vida real - aparecerão em cenas de sexo na ficção. Eles são os protagonistas de Histórias de Amor duram apenas 90 minutos, de Paulo Halm. O ator conta que o filme é "ousado e arriscado" exatamente por mostrar na ficção a intimidade deles, de marido e mulher, até aqui preservada ao máximo.

No longa, rodado ano passado tendo a Lapa como cenário, Maria interpreta Júlia, uma professora de história da arte, que é casada com Zeca (Caio Blat), escritor que nunca consegue acabar seu romance e vive do dinheiro da mãe. Em crise no casamento, eles se envolvem, ao mesmo tempo, com a bailarina Carol (a atriz argentina Luz Cipriota). 

- Ele fica desequilibrado quando acredita que a sua mulher esteja tendo um caso com outra mulher.  E imagina elas duas tomando banho, trocando de roupa - diz Caio. - A Maria e a Luz gravaram cenas assim.

O filme é bem forte - avisa Caio, que se inspirou em Júlia Lemmertz e Alexandre Borges, que fizeram o filme "Um copo de cólera" (de Aluízio Abranches, 1999), em que também apareceram em cenas de sexo, para rodar - Fiquei pensando: a Júlia e o Alexandre têm esse registro, que é bem bacana. Por que não fazer? 

A estreia será no Festival do Rio, dia 3, às 21h45m.

 
 

CINEPORT EM FORTALEZA

 
 

CURTA SANTOS DEIXA SAUDADES...

 

Em momento descontração, Sandra Bertini (CinePE), Aurora Miranda Leão ("Boreal") e Saleyna Borges (Amazonas Film Festival) curtem o passeio de bondinho pelo centro histórico de Santos... très chic...

 

Aurora e Cabbet Araújo, da boate carioca FosfoBox, na noite em homenagem a Nachtergaele no Cine Roxy...

 
 

CURTA SANTOS MARCA REENCONTRO DE AMIGOS

                            

                                                                    Foto: Milena Guimarães

Jornalista Aurora Miranda Leão e o amigo-ídolo MATHEUS NACHTERGAELE: Beijos, abraços e muitos projetos para aplacar a saudade... MATHEUS recebeu na noite de encerramento do festival paulista (comandado por Toninho Dantas) o Troféu Cláudio Mamberti por seu Talento singular e inquestionável valor artístico..........

                                   SARAVÁ, MATHEUS !!!

 
 

ECOAM MOMENTOS FELIZES DO CURTA SANTOS

Jornalista Aurora Miranda Leão na noite-homenagem a Ney Latorraca no Cine Roxy durante a sétima edição do CURTA SANTOS, festival que aconteceu de 15 a 19 de setembro na adorável cidade do litoral paulista...

                                                         Foto: Milena Guimarães

Ney Latorraca, Aurora Miranda e Luiz Carlos Lacerda tirando onda na noite santista do Cine Roxy, o mais antigo da cidade, com 75 anos........ A noite teve exibição, com platéia lotada, do curta Vida Vertiginosa, dirigido por Bigode, com Latorraca, Edi Botelho e Paula Burlamaqui. VIVA !!!

 
 

NACHTERGAELE SERÁ JOÃOZINHO TRINTA NO CINEMA

E por falar em Paulinho Machline, o cineasta já tem na agenda um novo longa, a ser rodado no início de 2010.

Desta vez, uma cinebiografia do carnavalesco Joãozinho Trinta, que será vivido por ninguém menos que MATHEUS NACHTERGAELE.

Dá pra perceber que, agora sim, Joãozinho Trinta será mesmo imortalizado, né ?!

Paulinho Machline não poderia ter escolhido ator melhor que Matheus. Saravá !

MATHEUS NACHTERGAELE: JOÃOZINHO TRINTA DEVERÁ SER MAIS UM MARCO NA CARREIRA DO GRANDE ATOR. VIVAAAAAAA !!!

 
 

NATIMORTO NO FESTIVAL DO RIO

RT Features e Academia de Filmes apresentam seu novo longa, dirigido por Paulo Machline

 NATIMORTO

na Mostra Competitiva da Première Brasil

 NATIMORTO, novo longa do diretor Paulo Machline, estrelado por Simone Spoladore, Lourenço Mutarelli e Betty Gofman, será exibido no dia 1º de outubro, quinta-feira, às 21h45, no Cine ODEON Petrobras, na Première Brasil, do Festival do Rio 2009, que acontece de 24/9 a 08/10. A sessão será apresentada pelo diretor Paulo Machline, os atores Simone Spoladore, Lourenço Mutarelli e Betty Gofman, e os produtores Rodrigo Teixeira e Paulo Schmidt.

O diretor Paulo Machline está com dois longas-metragens participando do Festival do Rio 2009: Natimorto (ficção) e A RAÇA SÍNTESE DE JOÃOSINHO Trinta, documentário sobre a vida de Joãsinho Trinta, que terá apresentação na Mostra Première Brasil Retratos.

NATIMORTO conta a história de um caça talentos que traz uma jovem cantora a São Paulo afim de apresentá-la a um renomado maestro. Enquanto esperam o dia da audição permanecem num quarto de hotel onde, entre cigarros e cafezinhos, ele lê o futuro da cantora nas advertências dos maços de cigarro como se fossem cartas de tarô. É durante essa espera que serão reveladas suas verdadeiras intenções.

PAULO MACHLINE Nasceu em 1967 em São Paulo. Em 1989 começou a trabalhar como assistente de direção. Em 1994 passa a dirigir. Em 1999 dirigiu e produziu o curta "Uma História de Futebol", pelo qual recebeu inúmeros prêmios incluindo uma indicação ao Oscar 2001. Dirigiu episódios para série de TV na França, co-produziu longas e documentários, e hoje desenvolve projetos para cinema e TV.

 
 

DÉBORA DUBOC: TEATRO A DEZ REAIS

Graças ao patrocínio da PIRELLI - 80 Anos de Brasil, e ao incentivo do ProAc, temos a oportunidade de promover, como contrapartida, a

SEXTA POPULAR a R$10,00... Não perca!!

Apresente a filipeta e pague R$10,00!

*Promoção não cumulativa e válida somente nesta sexta, dia 25

 Trailer "Um Dia (Quase) Igual Aos Outros": www.youtube.com/watch 

 
 

ENGARRAFADOS: SEXTA NA TV CULTURA

Diálogo de um taxista com seus passageiros é recorte da vida na metrópole

 Um road doc urbano, que busca revelar as relações humanas que podem surgir em meio à correria da metrópole, entra em cena na TV Cultura, nesta sexta-feira (25/9), às 22h40, com a exibição do documentário Engarrafados, um dos projetos selecionados na quarta edição do programa DOCTV 

Dirigido por Luiza Fagá, de apenas 22 anos, o filme acompanha a rotina de um motorista de táxi em suas corridas por diferentes bairros da cidade de São Paulo. Em cada viagem, um personagem diferente traz suas histórias, sonhos e desafios peculiares a cada pessoa 

Luiza, que é a mais jovem cineasta aprovada na quarta edição do DOCTV, conta como surgiu a ideia do filme: “Eu queria muito falar sobre São Paulo e achei legal usar o trânsito da cidade como plano de fundo. O carro é um espaço pequeno, intimista, e que, no caso do táxi, gera uma relação entre as pessoas, mesmo que elas não se conheçam”. 

A região sul de São Paulo é a primeira cena do documentário, que começa com a narrativa de um casal sobre o caótico trânsito da metrópole. Já no centro da cidade, o táxi transporta uma senhora que relembra suas aventuras na famosa estrada de Santos, quando ainda era jovem, tinha cabelos compridos e adorava o rei Roberto Carlos.  Uma mãe com seus três filhos, um senhor que chora uma importante perda e um jovem rapaz de Recife também compõem o elenco. Entre os desabafos e confissões de seus passageiros, o taxista fala de sua separação no casamento, que deixou mágoas profundas e grande tristeza.  

Casas, edifícios, luzes da cidade, semáforos e faróis de carros compõem a paisagem do documentário.  A obra retrata, basicamente, o comportamento de pessoas que nunca se viram antes - taxista e passageiro – e agora são obrigadas a conviver por alguns minutos, em um pequeno espaço: o carro.

 

 
 

CONTEÚDOS DIGITAIS EM DESTAQUE NO CURTA-SE

                                                            

A 9ª edição do Festival Iberoamericano de Cinema de Sergipe (Curta-SE 9) promoverá a oficina de Conteúdos Digitais Rádio e Vídeo, a ser realizada de 29 deste a 2 de outubro, das 9h às 17h na Casa Curta-SE. Os interessados deverão se inscrever até sexta, 25, das 9h às 17h na sede da instituição, localizada à Rua Teixeira de Freitas, 175, bairro Salgado Filho. As inscrições são gratuitas e serão disponibilizadas 10 vagas. Os candidatos deverão ter experiência em Audiovisual. Mais informações: 3302-7092.

 

A idéia é elaborar de forma coletiva a comunicação on-line do festival por meio da Rádio Amnésia e Web TV Curta-SE. Nesse caso, a TV poderá produzir e transmitir o vídeo editado, criando uma dinâmica de demonstração de software para o aluno adquirir uma noção tanto em técnica quanto em linguagem. Para tal, apenas softwares livres serão utilizados em todas as etapas do processo.

 

Um dos ministrantes será o bacharel em Comunicação Social José Balbino. Ele implementou a rádio em linha modulada da Universidade do Estado da Bahia (UNEB). Fez parte da coordenação regional de eventos de formação, encontros regionais de conhecimentos livres, oficinas de formação continuada nos estados da Bahia, Sergipe e Alagoas. Implementou projetos sociais de pontos de presença do programa Gesac Governo Eletrônico Serviço de Atendimento ao Cidadão (Gesac), empreendido pelo Ministério das Comunicações. Atualmente, realiza atividades de formação para uso inteligente da conexão Internet com utilização de softwares livres.

 

O workshop também contará com a participação do comunicólogo e colaborador das Rádios Cidadão Comum e Amnésia, Ricardi Ruiz, e da artista multimídia Cristina Llanos, especializada em trabalhos colaborativos utilizando linguagens diversificadas como vídeo, performance, intervenções urbanas e produção gráfica e web. Para tal, ela tem utilizado ferramentas livres e publicando tutoriais em Licença Pública Geral (GPL) na Internet.

 

Oficina Clínica para Produtores Audiovisuais

 

Destinada a profissionais do Audiovisual, a oficina Clínica para Produtores Audiovisuais ocorrerá nos dias 2 de outubro às 15h e 3 das 10h às 18h no Centro de Criatividade. As inscrições devem ser feitas até 30 de setembro através do endereço eletrônico curtase@infonet.com.br.

 

No e-mail, os candidatos deverão informar dados do produtor, nome, endereço e contatos, além dos dados específicos do projeto (título, diretor, gênero, empresa produtora, sinopse em uma lauda, orçamento, estado do projeto e o parecer da Agência Nacional de Cinema - Ancine. A seleção dos projetos e o agendamento com os produtores serão realizados pela equipe do Festival. Mais informações pelo telefone 3302-7092.

 

Cada produtor terá 30 minutos para debater o projeto com os palestrantes. Ao final do encontro, receberá uma avaliação por escrito, abrangendo considerações tanto legais quanto comerciais feitas pela dupla. A Clínica atenderá a 10 produtores selecionados pela organização do Festival. Além da Clínica para Produtores, também estão previstas duas palestras técnicas: Novos Modelos de Negócios no Audiovisual, por Steve Solot, e Mecanismos de Financiamento ao Audiovisual no Brasil, por Guilherme Anders, e o lançamento do livro Incentivos Fiscais para a Produção e a Co-Produção Audiovisual na Ibero - América, Canadá e Estados Unidos.

 
 

ORQUESTRA DOS MENINOS GANHA PRÊMIO INTERNACIONAL

O filme Orquestra dos Meninos, do diretor carioca Paulo Thiago venceu, pela escolha do público, o prêmio Lente de Cristal de Melhor Filme na 1ª edição do Cine Fest Brasil-Londres, encerrada dia 20 no Riverside Studios, na capital britânica.

                         http://www.bastaclicar.com.br/cinema/images/imagens/2872/orquestra_meninos1.jpg

O filme narra a história verídica do maestro Mozart Vieira (Murilo Rosa) mostrando as dificuldades pelas quais passou ao decidir formar uma orquestra de sopros com as crianças de sua cidade no Sertão nordestino. No elenco também a bela Priscilla Fantin.

                           http://cinefilosjjunior.files.wordpress.com/2008/11/orquestra.jpg

Priscilla Fantin e Murilo Rosa: aplausos londrinos para filme rodado em Natal

 
 

CAPARAÓ VIVE SEXTA MOVA

Começa hoje a 6ª edição da MoVA Caparaó - Mostra de Vídeo Ambiental da Região do Caparaó, evento promotor de uma verdadeira maratona artístico-cultural nos 11 municípios do entorno do Caparaó, uma das mais bucólicas regiões do país, na divisa Minas-Espírito Santo.

http://www.taru.art.br/images/capas/2006/audiovisual/0710caparao.jpg

Até domingo, 27, a 6a MoVA exibe extensa programação formada pela Mostra Competitiva de Vídeo Ambiental Nacional; Mostra Competitiva de Vídeo Ambiental Caparaoense de Jovens Realizadores; Mostra Cinema Cidadão e Mostra Convidada de Animação, onde competem filmes de curta e média-metragem de animação e documentais, nos formatos DVD, DV, MiniDV e Betacam. Além disso, a MoVA consta de atividades paralelas como homenagens, workshops, encontros, palestras, debates e intervenções urbanas de circo, teatro e música.

Meu querido amigo goiano Angelo Lima está por lá com seu premiado curta A Próxima Mordida...

Programação completa: www.secult.es.gov.br

 
 

DIRETOS HUMANOS NA TELA

*** Filmes de dez países da América do Sul  serão exibidos de 5 de outubro a 10 de novembro 

Pablo Trapero, Raúl Ruiz, Tata Amaral, Francisco Lombardi, Walter Salles e Daniela Thomas, Jia Zhang Ke, José Padilha, Apichatpong Weerasethakul, Idrissa Ouédraogo e João Jardim são alguns dos cineastas com  filmes programados na 4ª Mostra Cinema e Direitos Humanos na América do Sul a ser realizada de 5 de outubro a 10 de novembro em 16 capitais brasileiras, com entrada franca.  É uma realização da Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Presidência da República, com produção da Cinemateca Brasileira e patrocínio da Petrobras. 

Com 39 títulos na programação, o evento é dedicado a obras que abordam questões referentes aos direitos humanos, produzidas recentemente nos países sul-americanos. Entre os destaques está o longa-metragem “Histórias de Direitos Humanos”, com 22 episódios de três minutos cada, assinados pelo argentino Pablo Trapero (do longa "Bonaerense"), o chinês Jia Zhang Ke (de “Still Life”), o tailandês Apichatpong Weerasethakul ("Tropical Malady") e o realizador de Burkina Faso Idrissa Ouédraogo (“África, Minha África”), além da dupla brasileira Walter Salles e Daniela Thomas.

 “Histórias de Direitos Humanos” integra os Programas Especiais da Mostra Cinema e Direitos Humanos na América do Sul, seção que traz também “O Cavaleiro Negro”,  de Ulf Hultberg e Åsa Faringer, uma produção baseada na história real do embaixador sueco no Chile, Harald Edelstam, que, durante o golpe militar de 1973, salvou centenas de pessoas da prisão e tortura  concedendo asilo na Suécia. Outro programa especial exibe na íntegra a minissérie televisiva “Trago Comigo”, na qual a diretora Tata Amaral mistura ficção e realidade para abordar a ditadura militar no Brasil. Protagonizada por Carlos Alberto Riccelli, a obra traça um painel do ambiente social e político da época, intercalando depoimentos documentais de presos políticos que foram torturados.

                                    

Olhar de WALTER SALLES também estará na Mostra de Direitos Humanos

No total, estão representados  nesta 4ª edição dez países da América do Sul: Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Colômbia, Equador, Paraguai, Peru, Uruguai e Venezuela.   A  Mostra acontece em São Paulo (Cinemateca Brasileira e Cinesesc, 5 a 11/10),  Rio de Janeiro (Teatro Nelson Rodrigues, 6 a 11/10), Natal (Auditório Sebrae, 7 a 11/10), Porto Alegre (Santander Cultural, 8 a 16/10), Belo Horizonte (Cine Humberto Mauro, 13 a 19/10), Teresina (Sala Torquato Neto, 13 a 19/10), Manaus (Palácio da Justiça, 19 a 25/10), Fortaleza (Cine Benjamin Abrahão, 19 a 25/10), Rio Branco (Filmoteca Acreana,  19 a 25/10), Belém (Cine Líbero Luxardo, 22/10 a 1º/11), Maceió (Cine Sesi Pajuçara, 26/10 a 1º/11), Brasília (Centro Cultural Banco do Brasil, 26/10 a 1º/11), Recife (Cinema da Fundação Joaquim Nabuco, 30/10 a 5/11), Curitiba (Cinemateca de Curitiba, 3 a 8/11), Goiânia (Cine Cultura – Sala Eduardo Benfica, 3 a 8/11) e Salvador (Sala Walter da Silveira, 4 a 10/11). Em todas as capitais acontecem sessões com audiodescrição. A audiodescrição é o recurso que permite a inclusão de pessoas com deficiência visual no cinema, pois um narrador descreve as imagens e a situação de cada cena. No Brasil, segundo dados do IBGE, existem aproximadamente 16,5 milhões de pessoas com deficiência visual total e parcial.

Na seção Contemporâneos estão programados trabalhos recentes, como “Entre A Luz e a Sombra” (de Luciana Burlamaqui), longa inédito no circuito comercial que acompanha ao longo de sete anos uma atriz tornada voluntária social e seus encontros com uma dupla de rappers de sucesso formada por detentos do Complexo do Carandiru, em São Paulo.  Também inédito no Brasil,   “Unidade 25”  faz parte dessa programação. É uma produção argentina dirigida por Alejo Hoijman sobre uma impressionante prisão/igreja, local onde duas centenas de prisioneiros e 30 guardas compartilham sua devoção ao Evangelho.

Ainda na mesma seção estão os longas “Esse Homem Vai Morrer: Um Faroeste Caboclo” (Emílio Gallo, Brasil), documentário investigativo que revela como um sonho que atraiu um punhado de brasileiros até Rio Maria (Pará), se tornou uma sentença de morte para  14 deles; “Bagatela - A Necessidade Tem Cara de Cachorro” (Jorge Caballero, Colômbia), outro inédito no Brasil, mostra como infrações banais resultam em sentenças elevadas, como o roubo de um frasco de colônia que pode ser punido com dois anos de prisão; “Sentidos à Flor da Pele” e “À Margem do Lixo”, ambos dirigidos por Evaldo Mocarzel; “Devoção” (Sérgio Sanz), uma abordagem do sincretismo religioso brasileiro; e “Garapa”, mais recente trabalho do diretor do sucesso “Tropa de Elite”.

A 4ª Mostra Cinema e Direitos Humanos na América do Sul conta com apoio do Ministério das Relações Exteriores, da TV Brasil e da Sociedade Amigos da Cinemateca. As obras mais votadas pelo público são contempladas com o Prêmio Aquisição TV Brasil nas categorias longa, média e curta-metragem. A programação tem curadoria do cineasta e curador Francisco Cesar Filho.

Mais informações: www.cinedireitoshumanos.org.br.

Inspirada pelo lema “Iguais na Diferença” (tema de recente campanha pela inclusão das pessoas com deficiência criada para Secretaria Especial dos Direitos Humanos e Secretaria de Comunicação Social, ambas da Presidência da República), a Retrospectiva Histórica de 2009 reúne produções realizadas de 1949 a 1998, destacando nomes expressivos da cinematografia da região. É o caso do chileno Raúl Ruiz, que realizou “O Realismo Socialista” em 1973, e do peruano Francisco J. Lombardi, autor do sucesso “Não Conte a Ninguém” (1998).  Dois longas-metragens brasileiros, que tratam de temas fortes e há muito fora de circulação, são recuperados pela programação: “Crueldade Mortal” (Luiz Paulino dos Santos, 1976), através de uma brilhante atuação de Joffre Soares, aborda questões ligadas ao idoso, tortura e segurança pública, enquanto que “Também Somos Irmãos” (José Carlos Burle, 1949), com elenco liderado por Grande Otelo, é considerado por estudiosos como o filme mais importante sobre a questão racial feito no Brasil.  

Considerado projeto precursor na área de produção audiovisual dos índios no Brasil, o Vídeo nas Aldeias é foco da Homenagem desta edição. Criado em 1987, a partir de um experimento realizado por Vincent Carelli entre os índios Nambiquara, quando estes eram filmados e depois assistiam a suas próprias imagens, o projeto tornou-se um centro de produção de vídeos e uma escola de formação audiovisual para povos indígenas. Estão programados sete títulos do Vídeo nas aldeias, entre eles o longa-metragem “Corumbiara”, vencedor este ano dos prêmios de melhor filme no Festival de Gramado e no Festival Internacional de Cinema e Vídeo Ambiental (Goiás), além de menção honrosa no É Tudo Verdade.

 
 

SEXTA É DIA DE LUNÁRIO

 

 
 

INSCRIÇÕES PARA NOVA TURMA DE AUDIOVISUAL

  

 
 

SINISTERRA GANHA NOVO PALCO CARIOCA

Desde a década de 90, a dramaturgia do espanhol José Sanchis Sinisterra, tornou-se essencialmente familiar ao teatro brasileiro. Admirado por diretores como Aderbal Freire-Filho – responsável por Ay, Carmela (1993) – e Christiane Jatahy, recordista em montagens do autor – Ñaque, de piolhos e atores (1991); Perdida nos Apalaches (1997), dirigida pelo próprio; A falta que nos move ou todas as histórias são ficção (2005) e Leitor por horas (2006) – Sinisterra está no Rio para acompanhar a estréia de um novo rebento: o texto inédito A máquina de abraçar, marcando a primeira direção da atriz Malu Galli e inaugurando o galpão do Espaço Tom Jobim, a partir de quinta-feira.

                             Foto: ARMANDO ARAUJO/DIVULGAÇÃO

SINISTERRA: Surpreendido pela extraordinária fluidez orgânica dos atores brasileiros

O novo texto aborda a relação entre uma autista (que criou para si a tal máquina) e sua terapeuta, vividas pelas atrizes Mariana Lima e Marina Vianna. Como resposta à guarida caliente que seus textos recebem no país, Sinisterra reage com humor, faz pouco caso da qualidade e acentua “facilidades de produção”.

É um orgulho e um fato que me surpreende ter tantos textos encenados – revela Sinisterra. – Externamente à essa questão da “qualidade”, só posso pensar que tenho bons amigos no Brasil e que minhas obras não são de produção cara. Brincadeiras à parte, às vezes, penso que estou cumprindo minha ambição de ser um autor ibero-americano, mais até que europeu. Sempre me surpreende a inventividade, a atração pelo risco, a ousadia e a extraordinária fluidez orgânica dos atores e atrizes brasileiros e latinos. Sei que as condições materiais não são fáceis no Brasil, mas isso parece incentivar a criatividade.

Leia matéria de Luiz Felipe Reis - www.jb.com.br

 
 

FESTIVAL DO RIO TERÁ ESTRÉIAS NACIONAIS

 

 

A organização do Festival do Rio divulgou a lista completa dos 300 filmes a serem exibidos nesta edição, que começa amanhã, 24, e prossegue até 8 de outubro.

Conforme já anunciamos em post anterior, o filme de abertura é Aconteceu em Woodstock, de Ang Lee, e Bastardos Inglórios, de Tarantino, encerra o festival.

Durante 15 dias, a capital carioca verá produções de mais de 60 países, divididas em 20 diferentes mostras. Três delas são novas: Meio Ambiente, com oito filmes dedicados a temas ecológicos; O Brasil do Outro, dedicada a produções estrangeiras que retratam o país; e Imagens da Turquia, exclusiva para seis longas do cinema turco.

O festival também vai celebrar o Ano da França no Brasil com quatro mostras especiais relacionadas ao cinema francês. Duas delas serão dedicadas exclusivamente às atrizes Isabelle Huppert e Jeanne Moreau (que deve marcar presença no tapete vermelho do festival). Haverá ainda homenagem aos 50 anos do personagem Asterix, e mostra com produções relacionadas ao canal de televisão francês ARTE.

As sessões serão realizadas em cerca de 40 pontos distintos na cidade. Entre os convidados da festa, estão confirmados também o cineasta argentino Juan José Campanella, de O Filho da Noiva, e a diretora belga Agnès Varda (que está em Fortaleza desde domingo cumprindo "maratona" de encontros, entrevistas e bate-papo sobre cinema com cinéfilos, comunicadores e estudantes de Audiovisual, numa promoção da Universidade Federal do Ceará). 

Saiba mais: http://festivaldorio.com.br

 
 

CAPOEIRISTA VIRA FILME NACIONAL

Com estréia prevista para 30 de outubro e criado com efeitos especiais nos moldes de sucessos de Hollywood, como Matrix, Kill Bill e O Tigre e o Dragão, o filme brasileiro Besouro é um filme de ação.

O protagonista Ailton Carmo não é ator, mas um capoeirista que interpreta a história de outro capoeirista, Besouro, que viveu na Bahia nos anos 20 e, reza a lenda, teria poderes sobrenaturais contra fazendeiros escravagistas.

O fato de poder fazer um filme de ação contra a maré das comédias amorosas e longas de tragédias urbanas foi o que atraiu o renomado publicitário João Daniel Tikhomiroff, 41 anos. “Ao conhecer a história do capoeirista, me veio o estalo. Caramba, nunca vi isso em lugar nenhum, nunca tinha visto um filme brasileiro de super-herói, de ação”, diz o diretor, que faz sua estréia no cinema.

Para dar credibilidade ao filme, com orçamento de R$ 10 milhões, a produção viajou à Tailândia, onde localizou um dos maiores nomes dos efeitos especiais da indústria. Ex-dublê e parceiro do ator chinês Jet Li, Huen Chiu Ku, conhecido como Dee Dee, foi chamado para coordenar as sequências de ação.

“Ficamos durante meses estudando DVDs de capoeira para entendê-la como uma arte marcial”, conta o diretor. Uma equipe do chinês se encarregou de adaptar jogos de capoeira a cenas de lutas corporais com cabos, guindastes e plataformas que transformaram golpes em saltos e vôos.

A ideia do publicitário, porém, não parou no folclore. “Fui atrás de documentos da época e vi que muitas histórias do Besouro apareceram na imprensa. Essa mistura de realismo e ficção me encantou, e o mais intrigante era a dúvida que pairava: isso aconteceu ou não?”, questionava.

O filme se passa na década de 1920, com um Brasil ainda explorando a mão de obra negra. Os capoeiristas, nesse contexto, sofriam repressões violentas por adorarem entidades e orixás. “O povo dizia que ele virava besouro e saía voando. O mito surgiu porque esse negro sempre escapava dos cercos”, diz o diretor.

Para atender às qualidades de exímio lutador que o papel exigia, Tikhomiroff optou pelo realismo. “Mais fácil tornar ator um bom capoeirista do que tornar capoeirista um bom ator”, diz. “Eu teria de cortar cada sequência, editar mil vezes, e o resultado não seria nada real. O nosso grande chamariz não é um nome famoso, mas as cenas de ação.”

Sem nenhuma experiência anterior como ator, Aílton, de 22 anos, encantou a produção pelo porte físico de atleta e a habilidade no gingado. “Todo capoeirista conhece a história de Besouro. Nas músicas cantadas nas rodas, é mencionado Besouro Mangangá”, diz o estreante, que aprovou a experiência. “Tive a sensação de lutar no ar. Preso a cabos, com toda essa parafernália, foi incrível subir encostas de pedras com mais de 3 metros de altura.”

Para contar a trajetória do herói lutador, o diretor Tikhomiroff também mergulhou nas lendas que cercavam o personagem. Em cena, é o próprio Exu quem desafia Besouro, e o faz desabrochar. “A relação dele com a natureza é muito forte. E ele não é um herói injustiçado, fragilizado. É um negro lindo, um capoeirista que gosta de se exibir para conquistar a mocinha” , diz Tikhomiroff.

O momento em que Besouro conhece seus poderes é narrado pelo ator Milton Gonçalves, que faz uma participação a convite do diretor. “É o anúncio para o mundo do nascimento de uma personagem maravilhosa”, conta o ator, que gostou da ideia de um herói brasileiro e negro que desafia a física como o próprio inseto besouro - que é pesado demais para voar, mas voa. “Temos tão poucos heróis no Brasil. Esse é único, não se parece com os que se vê na TV”, diz Gonçalves.

 

* Com informações de Fernanda Brambilla, do jornal da Tarde

 
 

ADEUS A DIRCE MIGLIACCIO

Dirce Migliaccio, primeira atriz a viver a boneca Emília de Monteiro Lobato na tevê, em 1977, faleceu ontem no Rio. Ela estava internada internada no Hospital Municipal Álvaro Ramos, em Jacarepaguá, e partiu em decorrência de complicações de uma pneumonia e de uma infecção urinária. Irmã do ator Flávio Migliaccio (o Sacha de Caminho das Indias), Dirce morava há um ano no Retiro dos Artistas, em Jacarepaguá. A atriz estava afastada dos palcos desde que sofreu um AVC, há um ano.

Dirce ao lado de Isabelle Drummond, a Emília da mais recente versão do Sítio do Picapau Amarelo...

Com mais de 50 anos de carreira, Dirce Migliaccio teve seu papel mais marcante interpretando uma das irmãs Cajazeiras, na novela O Bem-Amado, do genial baiano Dias Gomes, nos idos de 1970. 

Dirce estreou nos palcos em 1958 com a peça Eles não usam black tie, do saudoso Guarnieri. Em 1962, estrelou o filme O assalto ao trem pagador, de Roberto Farias. Mais recentemente atuou nos filmes Buffo & Spallanzani (2001) e Xuxa em sonho de menina (2007).

 
 

CONTIGO VAI FESTEJAR CINEMA

  Dira Paes apresentará a 4ª edição do Prêmio Contigo! de Cinema, próximo dia 28, no Teatro Tom Jobim, Jardim Botânico, no Rio. Renato Aragão será o homenageado especial. Entre os que concorrem na categoria melhor ator estão Daniel Oliveira (A Festa da Menina Morta, de Matheus Nachtergaele), Reynaldo Gianecchini (Entre Lençóis), Selton Mello (Jean Charles) e Tony Ramos (Se Eu Fosse Você 2).
 
Das atrizes, Andrea Beltrão (‘Verônica’), Gloria Pires (‘Se Eu Fosse Você 2’), Lilia Cabral (‘Divã’), Luana Piovani (‘A Mulher Invisível’) e Vanessa Giácomo (‘Jean Charles’).

                      

Nossa aposta em DANIEL OLIVEIRA como MELHOR ATOR por sua irretocável atuação em A Festa da Menina Morta, obra-prima de Matheus Nachtergaele. VIVA !

 
 

MOSTRA DE SAMPA: PREPARATIVOS ADIANTADOS

Mostra Internacional de Cinema em São Paulo

De 23 de outubro a 5 de novembro, a capital paulista abrigará a trigésima terceira edição da Mostra Internacional de Cinema.

 

A arte do poster do festival tem a assinatura de Otávio e Gustavo Pandolfo, dupla de grafiteiros conhecida internacionalmente como Os Gêmeos. Expoentes da street art, os irmãos ficaram famosos ao pintarem espaços públicos e serem convidados a mostrarem sua arte no museu Tate Modern de Londres. O grafite e as pichações são temas de filmes exibidos na Mostra deste ano, como o polêmico alemão ‘Art Inconsequence’ e o brasileiro ‘Pixo’.

Uma das convidadas especiais da Mostra será a diva do cinema francês Fanny Ardant, que apresentará seu primeiro filme como realizadora, Cinzas e Sangue (Cendres et Sang). Dentro da programação de filmes, o público poderá rever alguns clássicos estrelados por Ardant, como ‘A Mulher do Lado’, ‘Crimes de Autor’, ‘De Repente, num Domingo’ e ‘O Jantar’.

O premiado diretor grego Theo Angelopoulos ganhará retrospectiva e está entre os convidados da Mostra este ano. Seu filme mais recente, The Dust Of Time (I Skoni Tou Hronou), com Willem Dafoe e Michel Picolli, será um dos destaques da programação.

Imagens delirantes foram recuperadas para a alegria de espectadores e cinéfilos, que poderão assistir à versão restaurada de Inferno, clássico de 1964 com Romy Schneider, dirigido por Henri-Georges Clouzot.

Aguardem novas informações...

 
 

DALVA E HERIVELTO NA TEVÊ EM 2010

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ADRIANA ESTEVES: BELA E BOA ATRIZ, ela vai encarnar DALVA DE OLIVEIRA

Recontar na TV uma célebre história de amor ambientada na década de 50, quando o centro das atenções na sala ainda era o rádio, foi uma proposta tentadora para a autora Maria Adelaide Amaral. Ela aceitou o desafio e, em janeiro do próximo ano, coloca no ar a minissérie Dalva & Herivelto - que resume a trajetória do casal Dalva de Oliveira e Herivelto Martins, intérpretes de composições famosas na década de ouro do rádio.

As gravações começaram já na semana passada. Para reconstruir a história, a novelista escalou dez pesquisadores e organizou jantares entre familiares do casal e o elenco. Ela também se debruçou sobre a obra Minhas Duas Estrelas, em que o cantor e compositor Pery Ribeiro fala sobre a rotina, as discussões e a paixão dos pais Herivelto e Dalva.

Escalados pelo diretor Dennis Carvalho para dar vida aos protagonistas, Fábio Assunção e Adriana Esteves também têm voltado à década de 50: são aulas de canto, pesquisa sobre os dois músicos e adaptações no visual.

Há mais de um mês Assunção tem se encontrado uma vez por semana com o músico Alfredo Del Penho para criar intimidade com o violão e afinar sua voz. Pery Ribeiro também tem apoiado o elenco. Em encontros quase semanais com Assunção e Adriana, ele relata como era a rotina da família durante sua infância. “Assim que a minha mãe chegava do show, entrava na sala, jogava o sapato de lado e colocava o avental para fazer macarrão”, contou para Adriana. Já para Assunção, destacou o jeito duro do pai. “Ele sempre foi muito disciplinado, rígido com os filhos. E os dois brigavam, sim, mas morreram apaixonados.”

Para Ribeiro, os encontros com os atores são muito intensos. “Eles se emocionam toda vez que falo dos meus pais. Depois que Fábio teve coragem de se assumir doente, passei a confiar ainda mais nele”, garante.

Por indicação de Ribeiro, Adriana se deslocou até Nova Iguaçu, no Rio, para conversar com um fã de Dalva. “Ele sabe tudo sobre minha mãe: detalhes da rotina, comportamento, amigos e frustrações”, conta. Os conselhos do filho das estrelas se estenderam também a Thiago Fragoso, que o interpretará na minissérie. “Deixei muito claro a ele que sempre fui um filho que queria saber de tudo da carreira dos meus pais e das roupas que eles usavam. Era muito família”, diz Ribeiro, que não esconde sua empolgação com o projeto. “Estou ansioso para ver o trabalho completo, mas a Globo não me deixa acompanhar as gravações”, lamenta.

Na pré-produção, Marília Carneiro, figurinista que trabalha na TV Globo há 30 anos, viajou para Roma a fim de montar os looks de época do elenco. “Como não sei se a encomenda vai chegar a tempo, visitei alguns brechós em São Paulo e no Rio de Janeiro”, revela.


Apesar de a minissérie ter apenas cinco capítulos, Marília providenciou 92 trocas para Adriana e 101 para Assunção. A cabeleireira Elza Pontes ficou incumbida de arrematar os visuais. O ator teve de se render ao permanente, à descoloração da sobrancelha e ao clareamento dos cabelos, enquanto que Fernando Eiras, intérprete do músico Francisco Alves, precisou aderir ao gel com ‘topetinho’. “Ainda estou me acostumando. Por enquanto, me preocupo mais com a voz e as canções”, conta Eiras.

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FAFY SIQUEIRA: Dercy na telinha e depois no teatro. Viva FAFY !

A metamorfose mais impressionante foi a de Fafy Siqueira. A comediante irá viver Dercy Gonçalves na minissérie (no próximo ano ela repete a dose na peça Dercy por Fafy). Para encarnar a vedete dos anos 50, emagreceu 16 quilos e, na próxima semana, deve clarear os cabelos ou ganhar uma peruca. “O meu pai tinha uma lanchonete no Rio em que a Dercy sempre comia. É incrível como estamos próximas. Agora, vou visitar o túmulo dela”, conta. Na minissérie, Dercy é a melhor amiga de Dalva e aparece de uma forma diferente daquela que a tornou famosa: bem careta e sem falar palavrões.

Para aproximar ainda mais o elenco e a produção da década retratada, a Globo convocou os consultores João Máximo e Sérgio Cabral. “Como o elenco é jovem e somos setentões, a emissora nos chamou para falar da época. O Fábio perguntou o motivo de a música da época ter feito tanto sucesso e, hoje, ter perdido o valor. Já o Dennis, quis saber onde se concentrava a boemia no Rio”, conta Máximo, especialista em música.

Os consultores também alertaram o canal sobre possíveis deslizes. “Dalva se destacou em uma época diferente da de Maysa, quando não havia TV e o áudio não tinha recursos. É preciso cuidado com a forma como a voz dela será retratada”, diz Máximo. A cantora Rita de Cássia Oliveira, que em 1994 regravou sucessos de Maysa, agora dublará Dalva.

Para salientar a boemia carioca, Dennis Carvalho garimpou locações no Teatro Municipal de Niterói e no Palácio Quitandinha, em Petrópolis. O palácio, que hoje pertence ao Sesc, aparecerá como um cassino da Urca.

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Fábio Assunção, lindo e ótimo ator: Herivelto Martins em minissérie de Maria Adelaide

 
 

MERTEN RECEBE TROFÉU EM SANTOS

Do concorrido Blog do super lido e respeitado LUIZ CARLOS MERTEN, pinço este comentário:

Não tive tempo de contar para vocês quão emocionante foi a homenagem que recebi no Curta Santos, terça-feira à noite. Na verdade, recebi meu troféu com um ano de atraso, pois havia faltado à cerimônia em 2008. Nesta edição, os homenageados foram Carlos Manga e Maitê Proença. A premiação foi no Sesc de Santos e a festa foi a mais bonita que vi num festival brasileiro. Sabem um show, feito comme il faut, como deve ser? Foi o que ocorreu. No dia seguinte - ontem pela manhã - mediei um debate sobre a realidade dos festivais regionais e até brinquei com o Toninho, criador e alma do Curta Santos - ele devia ter gastado toda a verba naquela abertura. Toninho explicou que, na verdade, o que vi foi feito com pouquíssimo dinheiro, mas muito empenho da comunidade. O bilionário porto de Santos não dá um tostão para o festival, mas as pessoas fazem até show de graça pelo prazer de contribuir para um evento que ajuda a formar público e revelar talentos. A mostra Olhar Caiçara é sempre muito concorrida. O troféu é de peso - deve pesar uns cinco quilos! No palco, não sei se isso está no You Tube, fiz um discurso de agradecimento que citava o Manga, um dos reis da chanchada, de quem assisti, no lobby do Sesc, a 'Matar ou Correr', projetado em DVD. Não sou muito fã de Fred Zinnemann, o acadêmico mais supervalorizado de Hollywood, e não curto o 'Matar ou Morrer', que os colegas críticos, há 50 e tantos anos, incensavam como western maduro, desacreditando a produção de John Ford e Anthony Mann, entre outros grandes. A tão decantada metáfora de Zinnemann e seu roteirista, Carl Foreman, sobre o macarthismo está lá, mas eu prefiro a de Nicholas Ray em 'Johnny Guitar'. Por que estou falando em 'Matar ou Morrer'? Porque Manga fez a versão paródica da 'obra-prima' de Zinnemann, dentro daquela estética de resistência que caracterizava a chanchada e a maioria da crítica via somente como complexo de inferioridade do brasileiro. Elogiei Manga no palco, destacando o que havia visto. Movimentos de câmera sofisticados, uma mise-en-scène baseada no ator e a mímica do Oscarito era uma coisa notável. Mais tarde, ao receber seu troféu, Manga foi homenageado pelas cantoras do rádio, que cantaram para ele 'Estão Voltando as Flores'. Manga se emocionou, claro - quem não se emocionaria? -, mas ele foi lá, enquanto eu jantava, para me abraçar e dizer que minhas palavras o haviam tocado profundamente. No dia seguinte, ao colocar a marca de suas mãos na calçada da fama de Santos, ele fez questão que Guilherme de Almeida Prado e eu estivéssemos presentes. Já disse que minha lembrança mais perene de cinema brasileiro é uma chanchada da Atlântida. Não era um filme de Manga, mas de outro rei com coroa de lata, Watson Macedo. Não sei qual estreou primeiro, porque 'Nem Sansão nem Dalila', de Manga, é do mesmo ano, 1954, mas lembro até hoje de Violeta Ferraz com sua palavra de ordem - 'O Petróleo É Nosso', na chanchada de mesmo nome, que virou bandeira da campanha pela nacionalização do petróleo, no começo dos anos 50. Manga, no palco do Sesc, lembrou quando e como satirizou Getulio Vargas em sua paródia da fantasia bíblica de Cecil B. de Mille, 'Sansão e Dalila'. Os críticos não viam e, se viam, minimizavam. Manga sobreviveu para ver suas paródias levadas a sério. Sérgio Augusto escreveu 'Este Mundo É Um Pandeiro' justamente para resgatar a produção da Atlântida. O estúdio fazia filmes de sucesso porque já tinha estrutura de distribuição, ao contrário da Vera Cruz, que não tinha - e o maior sucesso do estúdio de São Bernardo do Campo foi um filme que deu dinheiro para a distribuidora norte-americana Columbia. A Atlântida fazia um cinema 'radiofônico' como hoje a Total e a Lereby são acusadas de fazer cinema 'televisivo', mas dentro de 50 anos é possível que 'Se Eu Fosse Você' 1 e 2 sejam vistos como comentários sociais - válidos - sobre o Brasil nos primórdios dos anos 2000. Não estou provocando, só quero falar da minha emoção, e da do Manga, e da Maitê, anteontem à noite, em Santos.  

Merten em recente passeio ao Monument Valley...

Mais do que justa a homenagem a MERTEN. Parabéns ao CURTA SANTOS por fazê-la !

 
 

CURTA SANTOS: MELHOR A CADA ANO

CURTA SANTOS: SÉTIMA EDIÇÃO ESPETACULAR

                    Com o tema Lux in Tenebris (Luz nas Trevas), a sétima edição do Festival Santista de Curtas-Metragens - Curta Santos – comandada por Toninho Dantas, Júnior Brassalotti, Ricardo Vasconcelos e valorosa equipe, apresentou quatro mostras competitivas, diversas mostras especiais,muitas homenagens. Além da abertura realizada no Teatro Sesc-Santos, o evento percorreu universidades, ruas e salas de cinema do municípios de Santos, São Vicente e Praia Grande, onde centenas de pessoas puderam assistir a grandes produções regionais, nacionais e internacionais. Festas, palestras, debates e uma noite de abertura especialmente bela e emocionante.

Realizada na noite de terça, 15 de setembro, no teatro do Sesc, a noite teve belíssima encenação performática com bailarinos e artistas “tomando de assalto” todos os espaços do grande teatro, homenagem a Maitê Proença através de belos números musicais com a cantora paulista Patrícia Escobar, e com palavras de Ney Latorraca e do cineasta Guilherme de Almeida Prado – Maitê recebeu o Troféu Lilian Lemmertz - ; Carlos Manga ganhou o Troféu Maurice Legeard seguindo-se emocionante número musical das “cantoras do Rádio”, sob o comando de Ellen de Lima; Edina Fujii, diretora geral dos Estúdios Quanta, também recebeu justa homenagem pelo apoio intenso e constante ao cinema brasileiro; além das homenagens ao jornalista e crítico de cinema Luiz Carlos Merten e Zita Carvalhosa, diretora do Festival Internacional de Curtas-Metragens de São Paulo e presidente da Associação Cultura Kinoforum, pelo projeto social Kinoforum, que contribui para a formação de jovens talentos na área de cinema. Na noite do Sesc-Centro também estava o diretor do Santos Futebol Clube, Marcelo Teixeira, com a velha e nova guarda do time santista. Durante a semana do festival, outras personalidades da Sétima Arte foram celebradas, entre elas o cineasta Eduardo Belmonte (Troféu Chico Botelho), por sua contribuição ao cinema nacional, Toninho Campos, pelos 75 anos do Cine Roxy (único cinema de rua da cidade e o mais antigo ainda em evidência; o escritor Flávio Amoreira Viegas, por sua militância pelos direitos GLBTS, e o querido ator santista Ney Latorraca, consagrado com uma estrela na Calçada da Fama do Cine Roxy e ator no filme Vida Vertiginosa, de Luiz Carlos Lacerda, o querido BIGODE, alvo de muitas entrevistas, e com quem desfrutamos adoráveis momentos na noite santista. Bastante assediado por fãs e imprensa, Ney distribuiu simpatia, deu autógrafos e posou para fotos com fãs de todas as idades. Além da abertura realizada no Teatro Sesc-Santos, o festival percorreu universidades, ruas e salas de cinema do municípios de Santos, São Vicente e Praia Grande, onde centenas de pessoas puderam assistir a grandes produções regionais, nacionais e internacionais. O filme A Festa da Menina Morta, estréia na direção do ator Matheus Nachtergaele, foi o longa de encerramento do festival e o ator recebeu o Troféu Claudio Mamberti por sua enorme e profícua contribuição à Cultura Brasileira. Após a exibição do filme, a festa foi na quadra da escola de samba União Imperial onde Matheus, além de dar entrevistas e ser solicitado a todo momento para fotos e autógrafos, ainda deu canja e cantou Brasil e Exagerado, de Cazuza, além de fazer um dueto com Patrícia Escobar entoando clássico de Rita Lee, Pra encerrar, pediu a banda pra acompanhá-lo em Balancê e botou a quadra pra ferver. E consagrando a simplicidade que lhe é peculiar, Matheus foi dançar e lotou a pista fazendo a coreografia de Macarena cercado de pessoas que o acompanhavam em passos animados. Viva, Matheus Nachtergaele ! Salve o Curta Santos !

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MATHEUS: HOMENAGEM AO TALENTO EXCEPCIONAL DO ATOR FOI TROFÉU ENTREGUE POR SÉRGIO MAMBERTI. MUITOS APLAUSOS EM NOITE EMOCIONANTE...

http://ego.globo.com/Gente/foto/0,,19719660-EXH,00.jpg

NEY LATORRACA: Ator santista prestigiado pelos conterrâneos, distribuiu autógrafos e posou para fotos

 
 

CURTA SANTOS REVERENCIA MATHEUS NACHTERGAELE

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Toninho Dantas, Aurora Miranda Leão, Edna Fujii e Sérgio Mamberti: APLAUSOS PARA O ATOR PAULISTA QUE É ORGULHO NACIONAL. VIDA LONGA PARA MATHEUS NACHTERGAELE !

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