CINEMA Brasileiro

 
 

CINEMA CONTEMPORÂNEO em CUBA

As inscrições ao XI Festival Internacional de Documentários Santiago Alvarez in Memorian, a ser realizado em Santiago de Cuba, estão abertas até 30 de novembro. Cineastas e documentaristas de todo o mundo poderão participar e inscrever suas obras pela página eletrônica www.cubacine.cu/festival/santiago.html. O Festival, no qual o Brasil é o país convidado, acontece entre os dias 8 e 13 de março de 2010, e será promovido pelo Instituto Cubano de Arte e Indústria Cinematográfica (Icaic), Instituto Cubano de Rádio e Televisão e Direção Provincial de Cinema de Santiago de Cuba.

Documentaristas brasileiros podem concorrer com obras filmadas em 35 mm, 16 mm ou vídeos, desde que realizadas depois de 2006. Trabalhos devem ter legendas ou ser dublados em espanhol. As cópias devem estar no sistema NTSC ou PALM, em formatos VHS, DVD ou DVCAM (este último só em NTSC). Os documentaristas também podem concorrer com projetos, desde que apresentem sinopse e uma descrição detalhada da proposta. Santiago Alvarez nasceu no dia 8 de março de 1919 em Habana Vieja, Cuba, e é considerado um dos maiores documentaristas latino-americanos.

Outras informações: (53 7) 830 1548 ou festivalsantiagoalvarez@icaic.cu 

 
 

CINEMA e VÍDEO SE ENCONTRAM NOS SERTÕES

A cidade de Floriano, no Piauí, realiza o 4º Encontro Nacional de Cinema e Vídeo dos Sertões de primeiro a 12 de dezembro. O objetivo é fortalecer o trabalho desenvolvido pelos profissionais da área, alavancando as produções existentes a partir de projeto sociais e Pontos de Cultura. Diversas atividades fazem parte da programação, desde a exibição de longas e curtas-metragens de documentário e ficção até oficinas, palestras e workshop.

O Encontro abre novas portas para o cinema brasileiro, tornando-se definitivamente o maior evento do setor voltado a artistas estreantes. A quarta edição do encontro conta com apoio da Petrobras, Ministério da Cultura, Secretaria da Cidadania Cultura, Governo Federal. Como realizadores o Pontão de Cultura “Cultura Viva ao Alcance de Todos” e Escalet Produções Cinematográficas. Outras informações sobre a programação: http://www.escalet.com.br/

 
 

FESTIVAL INTERNACIONAL CINEMA DE SALVADOR


Começa HOJE, dia 8, com o tema Cinema e Mídias Móveis, a 6ª edição do Festival Internacional de Cinema de Salvador. A ação é do Grupo Saladearte com o apoio do  Governo da Bahia, por meio do Fazcultura.

 O festival ocupa cinco espaços do Circuito Saladearte - Cinema do Museu; Cinema da Universidade Federal da Bahia - UFBA; Cine ViVo, Cinema do MAM e Cine XIV . A programação contará com apresentações de filmes, oficinas e mesas-redondas. A abertura oficial do festival é HOJE, às 20h, na Saladearte Cine ViVO (Shopping Paseo-Itaigara).

Este ano, serão exibidos cerca de 70 filmes, divididos em mostras temáticas, com produções de mais de 15 países. O evento conta com apoio cultural do Banco do Nordeste - BNB.

Confira a programação do festival, que segue até dia 22, pelos links:

http://plugcultura.wordpress.com/ ou http://www.cultura.ba.gov.br/. Mais informações: Secretaria de Cultura (71) 3103-3016 / 3026 / 3027 ou ascom@cultura.ba.gov.br.

 
 

CINEMA NOS SERTÕES EM DEZEMBRO NO PIAUÍ

Os primeiros Encontros de Cinema dos Sertões teve seu ponto inicial nas mostras promovidas durante as oficinas de audiovisual realizadas em cidades do interior do estado do Piauí, entre setembro de 2006 e dezembro de 2008, nas cidades de Redenção do Gurgueia/PI, Picos/PI e São Raimundo Nonato/PI, oferecidas para comunidade em geral e participantes de Pontos de Cultura, programa implantado em 2004 pela Secretaria de Cidadania Cultural - SCC, para fomentar e difundir a cultura brasileira. O entusiasmo da comunidade artística e dos moradores fez com que todos se engajassem num movimento com o objetivo de transformar a iniciativa num evento de caráter oficial. Foi assim que o ESCALET Produções Cinematográficas saiu em defesa dessa idéia e a tornou uma realidade.

A realização do 4º Encontro Nacional de Cinema e Vídeo dos Sertões vem fortalecer o trabalho desenvolvido pelos profissionais da área, projetando principalmente as produções produzidas a partir de projetoS sociais e Pontos de Cultura. Em sua programação haverá atividades diversificadas, desde a exibição de longas e curtas-metragens, ficção e documentário, oficinas, palestras e workshops.  

O Encontro será de 1 a 12 de dezembro em Floriano, oportunizando a mais oitenta Pontos de Cultura do Brasil exibir suas produções. O público estimado é de vinte mil espectadores, entre comunidade e artistas.  O Encontro abre novas portas para o cinema brasileiro, tornando-se definitivamente o maior Encontro de Cinema para artistas estreantes.

 Em sua quarta edição, o Encontro conta com o apoio da PETROBRAS, Ministério da Cultura, Secretaria da Cidadania Cultura, Governo Federal. Como realizadores o Pontão de Cultura “Cultura Viva ao Alcance de Todos” e Escalet Produções Cinematográficas.

 
 

LÁ VEM O JUVENAL


A Fundação Delmiro Gouveia, junto com a Secretaria de Cultura,
apresentam o documentário Lá vem o Juvenal. O lançamento vai ser na segunda, 5, a partir das 19:30h, no teatro Gustavo Leite (Jaraguá).

O documentário Lá vem o Juvenal, dirigido por Hermano Figueiredo e
produzido por Edvaldo Nascimento, conta a trajetória do jóquei
alagoano Juvenal Machado e já foi lançado em São Paulo e Rio de
Janeiro.

Com 34 minutos de duração, Lá vem o Juvenal conta a história de um
vaqueiro que deixou o Sertão de Alagoas ainda na adolescência e
transformou-se no maior vencedor do Grande Prêmio Brasil de Turfe.

O filme foi comentado pelo veterano cineasta e mestre do cinema
brasileiro, Maurice Capovilla, que esteve presente na estréia do filme
no Rio de Janeiro e no dia seguinte mandou mensagem para Hermano
Figueiredo falando de suas impressões:

"Hermano, seu filme cumpriu o objetivo de fazer o perfil inusitado de
uma espécie quase extinta de herói popular que se voltou para sua
origem, depois de ter cumprido o seu papel, porque nunca abandonou a
sua verdadeira terra. E nesse caso do Juvenal com a diferença de que
volta para casa desconhecido do seu povo. Um herói do asfalto dos grandes centros que é ignorado pelo sertão das Alagoas. Seu filme marca sem querer, mas com clareza a dissonância entre esses dois mundos recíprocos mas inconciliáveis".

SERVIÇO:
Lançamento do documentário Lá vem o Juvenal
Segunda, dia 5 de outubro
A partir das 19:30h
Teatro Gustavo Leite (Jaraguá).
Entrada Franca.

 
 

NOVO LONGA DE BETO BRANT HOJE NO FESTIVAL DO RIO

 
 

INSTITUTO MOREIRA SALLES no FESTIVAL DO RIO

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Cinema IMS apresenta
A Valparaíso (1962), de Joris Ivens
sessão seguida de palestra com o crítico Robert Grelier
sábado, 3 de outubro de 2009
www.ims.com.br

O Instituto Moreira Salles convida para a sessão de A Valparaíso (1962), do cineasta holandês Joris Ivens, um dos maiores nomes da história do documentário. Após a exibição do filme, será realizada palestra e debate com o crítico francês Robert Grelier pesquisador da obra de Joris Ivens e Chris Marker. Entrada franca. 

... A Valparaíso (1962, 30 min), documentário de Joris Ivens, com roteiro de Chris Marker.

Para mostrar a difícil situação da América Latina o diretor escolheu como cenário o grande porto de Valparaíso, Chile, uma cidade construída sobre inúmeras colinas. A vida é uma constante luta contra a geografia. O acesso aos bairros é feito por ladeiras, escadarias e teleféricos. Os mais pobres, vivendo no topo das montanhas, sofrem com a falta de água. Uma vida curiosa, com contrastes de pobreza e falsa riqueza. A vida da cidade de acordo com o modo de vida de seus habitantes. E o passado sangrento do colonialismo e da pirataria.

PROGRAMAÇÃO DO IMS – FESTIVAL DO RIO 2ª SEMANA

[Verifique a classificação indicativa por filme.]

Sexta 2/10/2009

15h00 - A Agenda (L’Emploi du temps, de Laurent Cantet, 2001, 134 min). Mostra Homenagem a ARTE. Leg Elet Português. 16 anos.

17h45 - 8 Mulheres (8 femmes, de François Ozon, 2002, 103 min). Mostra Retro Isabelle Huppert . Leg Português. 16 anos.

20h00 - O Mundo segundo a Monsanto (Le Monde selon Monsanto, de Marie-Monique Robin, 2007, 109 min). Mostra Homenagem a ARTE. Leg Elet Português. 16 anos

 A programação também pode ser conferida aqui: http://www.visualnethost2.com.br/festrio/2009a/web2/cinemas.asp?escolha=1&aprovado=LIBERADO&id_cinema=22

 
SERVIÇO

Instituto Moreira Salles
Rua Marquês de São Vicente, 476, Gávea
cep: 22451-040. Rio de Janeiro - rj
Tel.: (21) 3284-7400; Fax: (21) 2239-5559
De terça a sexta, das 13h às 20h
Sábados, domingos e feriados, das 11h às 20h
www.ims.com.br
Ambiente WiFi

 
 

FILME DE BRESSANE DOMINGO, DE GRAÇA

Dias de Nietzsche em Turim

Sinopse

A recriação do período entre abril de 1888 e janeiro de 1889, em que o filósofo alemão Friedrich Nietzsche (1844-1900) viveu na cidade de Turim, na Itália. Foi lá que Nietzsche escreveu alguns de seus textos mais conhecidos, como "Ecce Homo", "Crepúsculo dos Ídolos" e "Os Ditirambos" e entregou-se totalmente às suas próprias idéias, envolvendo-se com a arte, a ciência e sua própria vida.

Dias de Nietzsche em Turim Dias de Nietzsche em Turim Dias de Nietzsche em Turim

Dias de Nietzsche em Turim Dias de Nietzsche em Turim

CINECLUBE ZUMBIS CONVIDA PARA EXIBIÇÃO GRATUITA DE FILME DE BRESSANE

Se você tem tempo, não perca a chance. Trata-se de raríssima oportunidade para conferir na telona uma obra deste grande cineasta brasileiro, ainda não devidamente reconhecido em seu pais.

BRESSANE é SIM um de nossos MELHORES e mais RESPEITADOS CINEASTAS DO MUNDO Jóia!

SARAVÁ, JÚLIO BRESSANE Esportista !


LOCAL: ANFITEATRO DA UNEMAT

HORÁRIO: 16H30 – MUSICAL – 17H – O FILME

DIA: 27/09/09

 
 

MOSTRA DE SÃO PAULO COMEÇA A DIVULGAR PROGRAMAÇÃO

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33ª Mostra terá Oficina de Fotografia e Iluminação em Cinema, com Christian Berger

Diretor de fotografia de A Fita Branca ministrará aulas para profissionais do setor

 O diretor de fotografia Christian Berger participa da programação da 33ª Mostra ministrando duas oficinas na Fundação Armando Álvares Penteado (FAAP), nas quais atores, diretores e fotógrafos poderão conhecer mais sobre as técnicas utilizadas por Berger, que fotografou ‘A Fita Branca’, dirigido por Michael Haneke, vencedor da Palma de Ouro no Festival de Cannes. Todo filmado em preto e branco, o filme é uma aula de iluminação, especialmente criada para manter os atores-mirins confortáveis no set.

Diretor, produtor, diretor de fotografia e autor de inúmeros documentários e filmes, Christian Berger nasceu em 1945 na Áustria. Fundou sua própria companhia, a TTV Film em 1973. Estreou na direção de longas-metragens com ‘Raffl’, de 1984, que foi selecionado para a 11ª Mostra. Participou de outras edições da Mostra como responsável pela fotografia dos filmes ‘71 Fragmentos de uma Cronologia do Acaso’ (18ª Mostra), ‘A Professora de Piano’ (25ª Mostra) e ‘O Vídeo de Benny’ (16ª Mostra), todos dirigidos por Michael Haneke. Também foi um dos fotógrafos de ‘O Olho do Tufão’, do diretor Paulus Manker (18ª Mostra) e de ‘A Retirada’, de Amos Gitai (31ª Mostra).

Ganhador de vários prêmios internacionais e austríacos, Berger é professor na Academia de Viena. É um dos fundadores da Bartenbach Light Academy. Em colaboração com o Bartenbach Lichtlabor, Berger desenvolveu um novo sistema de iluminação para cinema, denominado Cine Reflect Light System. Esse sistema permite novas possibilidades estéticas à câmera e dá mais flexibilidade e liberdade de movimentos aos atores e diretores. A técnica foi utilizada por Berger nos filmes ‘A Professora de Piano’, ‘Memórias de um Homem Morto’, ‘Caché’ e ‘A Fita Branca’. 

As aulas com Christian Berger acontecem dias 3 e 4 de novembro e terão duração de 4 horas. Inscrições serão aceitas até 20 de outubro e custam R$100,00. Profissionais interessados deverão enviar Curriculum Vitae para o e-mail oficina@mostra.org

 
 

FILME BRASILEIRO QUE CONCORRE AO OSCAR, HOJE EM CARTAZ

Salve Geral, que estreia HOJE, 2, em circuito nacional, trata de forma ficcional um episódio real da história recente do Brasil, a exemplo de Carandiru (2002) e Próxima Parada 174 (2007). Curiosamente, esses três filmes foram selecionados para representar o Brasil na disputa pelo Oscar de melhor filme estrangeiro, nos seus respectivos anos.

Dirigido por Sergio Rezende (Zuzu Angel) a partir de roteiro assinado por ele e Patrícia Andrade (2 Filhos de Francisco), Salve Geral vai buscar a sua razão de ser nos ataques realizados pelo PCC, em São Paulo, em maio de 2006. O diretor comentou, em mais de uma ocasião, que esse episódio é o 11 de Setembro da capital paulista, pois não apenas aterrorizou como mudou a vida dos habitantes da cidade.

                                 

Até o momento, se Salve Geral tem ou não chance de uma indicação ao Oscar é pura especulação. O filme depende muito de lobby e uma campanha forte nos Estados Unidos. Até fevereiro do próximo ano, quando saem as indicações, o filme poderá ser lembrado como aquela ficção livremente inspirada num fato real. Alysson Oliveira, do Cineweb.

 
 

QUANTO DURA O AMOR ?

  

Desilusão. Esse é o tema que Roberto Moreira quis desenvolver em seu novo longa-metragem, Quanto Dura o Amor? Assim mesmo, com interrogação, pois o filme formula-se em vários tons de perguntas. O que acontece quando uma garota vem do interior e se apaixona por outra? O que acontece quando uma advogada inicia um caso com um colega de trabalho? Qual o desdobramento possível do relacionamento entre um escritor e uma prostituta?

Com essa proposta, o cineasta Roberto Moreira muda de estilo em relação ao seu primeiro longa, Contra Todos. "Neste eu falava da violência urbana e, para isso, usava um tom mais duro, agressivo mesmo em relação ao público. Agora, preferi um registro, inclusive fotográfico, mais amistoso, pois é uma história falando da classe média e dirigida para a classe média", diz. O cineasta assume que não teve medo de enfrentar a beleza. Em termos de cinema, essa parece uma contradição, mas não é. Nem sempre se busca o belo.

Por isso o diretor entende que Quanto Dura o Amor? é um tipo de filme de arte, aberto ao público maior. Está sendo lançado com sete cópias, o que não é uma enormidade mas parece adequado ao público que deseja alcançar. Afinal, trata-se de uma história de formação, com seus percalços e sofrimentos, que chega se não a um final feliz, pelo menos a uma forma de conforto, melancólico talvez, mas muito bonito.

No elenco, Paulhinho Vilhena, Dani Carlos, Gustavo Machado, Sílvia Lourenço, Ana Clara Spinelli, Fábio Herford e Leilah Moreno.

 
 

PAULO COELHO VIRA FILME

O compositor e escritor que já vendeu mais de 120 milhões de livros em todo o mundo, PAULO COELHO, será tema de longa-metragem com estreia prevista para 2011, escrito por Carolina Kotscho, a mesma roteirista do sucesso Dois Filhos de Francisco, um dos maiores êxitos de bilheteria da Retomada.

Paulo Coelho: cinebiografia a caminho

Em entrevista ao iG, Carolina afirma que as conversas com o autor começaram há mais de três anos, pouco depois do lançamento da cinebiografia de Zezé di Camargo e Luciano. Os dois se conheceram através de Roberto Viana, sócio da roteirista na rede Televisão América Latina e diretor de um documentário sobre a vida do "mago" para o Discovery Channel. "O Paulo tinha ficado emocionado com o 'Dois Filhos de Francisco' e ligou para o Roberto para comentar. Eu estava ali na hora e ele acabou me passando o telefone", lembra.

O próprio escritor se interessou pela oportunidade de Carolina ser a responsável pelo roteiro de um filme sobre sua vida e na sequência a dupla passou a se encontrar para as entrevistas. Tudo isso antes da biografia "O Mago", de Fernando Morais, chegar às prateleiras, no ano passado. Por isso, a roteirista explica que o livro não serviu de referência para a história que será contada nas telas. "Nossa pesquisa começou bem antes e além disso o Paulo está vivo, disponível para contar tudo."

A história do filme vai começar na adolescência de Paulo Coelho, no Rio de Janeiro, seguindo até a publicação de seu primeiro livro de sucesso, "O Diário de um Mago". "Depois disso, a gente já conhece", defende Carolina. Segundo ela, os momentos polêmicos da vida do escritor – a vida sexual sem preconceitos, a ligação com as drogas, o alardeado pacto com o diabo – não vão ser censurados, apesar dela reconhecer que as escolhas são o maior desafio de se produzir uma biografia.

"O recorte do filme é entender quem era essa pessoa que tinha o sonho de ser um escritor reconhecido, a história de alguém que não desiste e mostrar tudo o que deu errado até ele chegar onde quis", conta. "E é isso o que me encanta, esse momento em que ele deixa de ser um personagem para compartilhar uma história que é comum a todo mundo."

De olho no mercado internacional

Egressa do mundo documental, Carolina Kotscho trabalha com cinema desde os 17 anos. Fez escola na Conspiração Filmes e acaba de concluir para Bruno Barreto o roteiro de "A Arte de Perder", sobre a relação da poeta norte-americana Elizabeth Bishop e a arquiteta carioca Lota Macedo Soares.

O contrato para a cinebiogria de Paulo Coelho foi assinado ontem (29) entre Monica Antunes, que negocia os direitos da obra do escritor, e a Dama Filmes, produtora fundada por Carolina ao lado de Iona de Macedo, Georgia Araújo e Patrícia Viotti (mulher de Washington Olivetto).

Criada com o objetivo de desenvolver filmes brasileiros para o exterior, a empresa tem no momento oito projetos em desenvolvimento. Detalhes sobre eles, no entanto, não foram revelados. "A gente trabalha em silêncio", confidencia a roteirista. Também não há informações sobre a equipe escalada para trabalhar no longa-metragem sobre o escritor, que deve chegar às telas em dois anos.

 
 

COLEÇÃO APLAUSO LANÇA CINEMA DIGITAL

 

LANÇAMENTO DA IMPRENSA OFICIAL DISCUTE AS TRANSFORMAÇÕES DA INDÚSTRIA AUDIOVISUAL PROVOCADAS PELO CINEMA DIGITAL 

A Hora do Cinema Digital - Democratização e Globalização do Audiovisual”, de Luiz Gonzaga De Luca, trata das mudanças tecnológicas no cinema e seus reflexos em toda a indústria cinematográfica. Edição da Coleção Aplauso, da Imprensa Oficial do Estado de São Paulo, o livro será lançado durante o Festival do Rio.

 A Hora do Cinema Digital – Democratização e Globalização do Audiovisual

Luiz Gonzaga Assis De Luca

Coleção Aplauso / Imprensa Oficial do Estado de São Paulo

400 páginas, R$ 15,00

Sinais digitais que podem ser reproduzidos, copiados e exibidos em iguais condições são a nova realidade do cinema. Com a digitalização, “cópia” e “originais” perdem o sentido, e toda a cadeia de produção audiovisual se altera: assim como a indústria fonográfica entrou em crise quando as músicas se transformaram em bites, o cinema está passando por reformulações não apenas técnicas, mas também nos seus modelos de negócios. Luiz Gonzaga Assis De Luca percorre neste seu segundo livro sobre cinema digital – o primeiro foi “Cinema Digital – Um novo começo?” - as transformações empresariais, sociais e culturais provocadas pela nova tecnologia. Editado pela Imprensa Oficial do Estado de São Paulo dentro da Coleção Aplauso, “A Hora do Cinema Digital - Democratização e Globalização do Audiovisual” será lançado no dia 6 de outubro, às 18 horas, na Livraria da Imprensa Oficial do Festival do Rio (Av. Barão de Tefé, 75), justamente quando o debate sobre a sétima arte está sob holofotes.

 Com o olhar de quem vive por dentro a indústria do cinema – Luiz Gonzaga foi um dos fundadores do Cineclube da Fundação Getúlio Vargas e da Federação Paulista de Cineclubes, dirigiu a distribuidora da Embrafilme por três anos e é diretor de relações institucionais do Grupo Severiano Ribeiro e professor do curso de pós-graduação Film & Television, da FGV –, o autor explica o impacto do cinema digital: “Não é uma simples mudança em que se retira um projetor e se coloca outro. É uma profunda transformação, como já ocorreu em diversos setores da vida cotidiana”. Se por um lado ele incomoda a todos – produtores, distribuidores e exibidores, que precisarão dividir as contas da implantação da tecnologia digital, e fornecedores de equipamentos, que vão ter que partir do zero -, ele também traz uma série de vantagens, como a redução de custos com cópias, mais segurança contra pirataria e maior faturamento da exibição.  

A evolução técnica é percorrida em detalhes, da película cinematográfica em 35 mm, desenvolvida por Eastman Kodak sob a encomenda de Thomas Alva Edison, às atuais tecnologias, que culminaram, por exemplo, com a distribuição do filme “Gomorra”, pela Paris Filmes, com apenas uma cópia em película e dezenas digitais. Também dedica um capítulo inteiro ao cinema 3D, que, depois de passar por altos e baixos desde suas primeiras aparições, em meados da década de 1910, está vivendo um momento de grandes investimentos por conta da tecnologia que aprimora cada vez mais seus resultados.  

Mas Luiz Gonzaga não se limita à técnica. Ao lado deste caminho de inovações, constrói uma importante análise da história do modo de produção audiovisual. Trata da organização dos estúdios, do impacto de público causado pelo surgimento da televisão, e do videocassete como uma nova alternativa de negócio, em que o mesmo conteúdo – o filme – pode render em diferentes vias de venda. O surgimento das técnicas digitais configura-se, nesse contexto, como uma nova fase do processo, com facilidades de comunicação e distribuição que desafiam as lógicas anteriores do negócio. E já foi amplamente adotado - já existem mais de seis mil cinemas digitais no mundo.

O cinema e a televisão brasileiros ganham atenção especial do autor na análise das transformações da indústria audiovisual. Para entender o estágio atual de seu desenvolvimento e seus obstáculos, Luiz Gonzaga passa pela história das emissoras de televisão brasileiras, dos órgãos ligados à produção audiovisual (como a Embrafilme e a Ancine) e das leis de incentivo que propiciaram a chamada retomada do cinema nacional. Compõe-se um panorama detalhado desta evolução, que desemboca nos novos desafios propostos pelo cinema digital, como a aplicação de impostos, a distribuição dos filmes e a implantação da tecnologia digital nas salas.

 O autor já constata um dos principais resultados da nova tecnologia por aqui: “o crescimento da oferta de produções destinadas aos ‘cinemas de arte’ e aos filmes nacionais, em especial aqueles destinados ao nicho de público mais intelectualizado, propiciando, inclusive, um inédito ciclo de dezenas de documentários que chegaram às grandes telas”. Chama atenção também para as possibilidades de maior acesso que o cinema digital cria, propiciando a construção de salas de exibição com menos investimento. E ainda se arrisca a comparações com os modelos de produção indiano e japonês, propondo uma possível semelhança entre este último e o brasileiro. 

Neste volume, Luiz Gonzaga complementa seu primeiro livro, “Cinema Digital”, lançado há cinco anos pela Imprensa Oficial. Responde, aqui, as questões que ficaram em aberto, principalmente nos aspectos técnicos e da viabilização financeira para fazer a mudança tecnológica. Traz também resultados dos caminhos que se propunham para o cinema digital na época. As duas obras fazem parte da Coleção Aplauso, que é coordenada por Rubens Ewald Filho e se propõe a resgatar a produção cultural brasileira por meio de biografias, roteiros de filmes e peças de teatros.

 
 

APOIO A OBRAS AUDIOVISUAIS DE ESTREANTES

 
 

NÓS NA TELA: INSCRIÇÕES ABERTAS

O Ministério da Cultura abriu as inscrições para o edital Nós na Tela, concurso de apoio à produção de obras audiovisuais de curta-metragem realizadas por jovens das classes C, D e E, com idade entre 17 e 29 anos e que estejam (ou tenham estado) envolvidos em projetos sociais. Inscrições até 3 de novembro.

O conteúdo dos curtas – documentário ou telerreportagem - deve se relacionar ao tema Cultura e Transformação Social. Serão selecionados 20 projetos, com orçamento de até R$ 30 mil cada. Na lista inicial de aprovados, prevista para dezembro, serão contemplados, no mínimo, dois projetos de pelo quatro menos macrorregiões do país.

Os curtas devem ter duração de até 15 minutos. As inscrições podem ser feitas pelo próprio diretor (ou diretor e roteirista), com comprovação de ser integrante ou egresso de projetos sociais que envolvam a realização de obras audiovisuais.

Para a inscrição, é solicitada a apresentação de um projeto técnico, com justificativa, argumento/sinopse e informações sobre a proposta, orçamento detalhado e currículo do(s) realizador(es).

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