PRIMITIVISMO EM DESTAQUE
Artistas Naïfs
De 05 de setembro a 14 de dezembro de 2008
Sesc Piracicaba – abertura às 20h
Transmissão da abertura on-line no portal: www.sescsp.org.br
apresentação: Fábio Malavoglia
Com 70 artistas selecionados e 107 obras, começa no próximo dia 5 no Sesc Piracicaba, a nona edição da Bienal Naïfs do Brasil, realizada pelo SESC São Paulo.
A Bienal Naïfs do Brasil 2008, contou com um júri para a escolha das obras e um curador somente para a Sala Especial, o crítico de arte Olívio Tavares de Araújo que selecionou trabalhos de oito artistas significativos e consagrados, com variações nas linguagens (madeira, barro, fotografia etc.). O júri, composto pela antropóloga, Ângela Mascelani, o artista plástico e acadêmico, Percival Tirapeli e o escritor e jornalista, Romildo Sant’anna, fez a escolha de obras que não se prestassem a uma temática, mas tiveram um trabalho mais árduo ao lidar com a liberdade de opção. O trabalho em conjunto proporcionou uma seleção mais acurada e nasceu daí uma proposta de uma seleção baseada na qualidade artística dos autores. Mesmo a ambientação, a arquitetura das disposições dos trabalhos, foi feita neste espírito corporativo – no sentido de partes que formam um corpo.
Foram avaliadas 904 obras inscritas de 452 artistas e selecionados 107 trabalhos, entre esculturas, pinturas, aquarelas de artistas de todo o Brasil, representando 21 estados.
Para Percival Tirapeli: “Se 21 estados da nação estão aqui representados e a produção obrigatoriamente teve que ser recente (no período de dois anos), nada mais do que eleger esta bienal como representativa dessa pulsante criação da primeira década do século XXI. É expressão pura dos artistas do povo brasileiro que se manifestam com total liberdade e que assim são acolhidos por esta instituição, o SESC, presente em todo o país, sendo Piracicaba seu local irradiador, condizente com sua cultura em todas as expressões no cenário nacional”.
A iniciativa da Bienal Naïfs do Brasil surge em 1986 como uma exposição comum e que, a partir de 1992 passa a ter a periodicidade bienal, no SESC Piracicaba. Nasceu com o objetivo maior de valorizar estes artistas que, fora de um contexto acadêmico e teóricos, produziam incessantemente a beleza com que traduziam o mundo, que tem na natureza, seu principal objeto de apreciação. A composição atual da Bienal como um todo, traz um “panorama” de técnicas, estilos, símbolos e códigos da cultura brasileira.
Ao partir da iniciativa de uma exposição de pintores naïfs, a Bienal foi tomando corpo e relevância. Foi um impulso dado não somente pelas pessoas envolvidas mas pelo que se viu nas obras algo além de puro simplismo. A força que as obras suscitavam fez com que muitos artistas formais voltassem os olhos para sua importância e, então, formaram-se júris especializados para a escolha das mesmas, chamaram-se curadores para esboçar temas e formatos, elevando, assim, a estima destes artistas naïfs que estavam confinados a uma geografia restrita por não possuírem um lugar onde sua arte pudesse encontrar um público. A intenção sempre foi a de motivar estes artistas, dar-lhes oportunidades, inseri-los num mercado de arte.
Para o diretor regional do Sesc São Paulo, Danilo Santos de Miranda, “Se pensarmos que o artista naïf gera sua arte sem a influência de conceitos, quão difícil, então, podemos imaginar o processo de sua criação. A percepção de um mundo novo surge do caos, da desordem, que ele alinha, ordena e traduz como arte. É um ser que se debruça sobre seus sentimentos e discorre sobre o universo como uma espécie de deus” comenta orgulhoso de mais uma Bienal.
Quem informa é a jornalista Solange Vianna.
A 9ª Bienal Naïfs do Brasil terá transmissão on-line pelo portal www.sescsp.org.br

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